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Sinop

Unifasipe se prepara para implantar curso de Medicina

Unifasipe se prepara para implantar curso de Medicina Mais de R$ 10 milhões foram investidos em equipamentos e laboratórios. Instituição aguarda aval do MEC

Saúde | 06 de Julho de 2023 as 16h 32min
Fonte: Jamerson Miléski

Foto: GC Notícias

A Unifasipe Centro Universitário – instituição superior de ensino que nasceu em Sinop e atualmente conta com 8 unidades em Mato Grosso e uma em Brasília, está pleiteando junto ao Ministério da Educação, a permissão para implantar um curso de Medicina.

A instituição ingressou com o processo junto ao MEC em agosto do ano passado. No dia 1º de agosto desse ano, abre o prazo para as instituições de ensino superior que estão pleiteando novos cursos agendarem as visitas com os avaliadores do Ministério.

Há mais de 5 anos sem abrir nenhum novo curso de medicina, o Ministério da Educação possui 256 pedidos de faculdades e universidades que querem ofertar a graduação. Destes, 3 são da Unifasipe. “O desejo é implantar os cursos de medicina em Sinop, Cuiabá e Brasília”, explicou o presidente e fundador da Unifasipe, Deivison Pinto.

Para que o curso de medicina seja implantado, a instituição precisa primeiro do aval do MEC. Enquanto aguarda o trâmite burocrático, a Unifasipe tem antecipado os investimentos necessários para o curso. Segundo Deivison, mais de R$ 10 milhões foram aplicados na compra de equipamentos e materiais para os laboratórios.

Toda a estrutura do futuro curso de medicina foi montada no 3º andar da Unifasipe localizada no Residencial Aquarela das Artes. Em uma visita guiada pela diretora de Ciências Médicas da instituição, Alessandra Nazaré Garcia, o GC Notícias presenciou a estrutura que está sendo preparada para o novo curso. Todo o equipamento para os laboratórios de Práticas Funcionais, Práticas Cirúrgicas, UTI Simulada, Morfologia, Enfermaria, de Habilidades e Simulação já foi adquirido. “São equipamentos importados, com tecnologia e qualidade de ponta. Realmente o que tem de mais moderno para o ensino de medicina”, pontuou Alessandra.

Os manequins de estudo substituem os cadáveres armazenados em formol – uma alternativa mais ética e ambiental. Esses “bonecos” simulam reação de estímulos, como choro por exemplo, mas também respondem a procedimentos médicos, como uma desfibrilação correta ou a aplicação de uma injeção. “É possível programar parâmetros para simular sintomas de um quadro médico, como batimentos cardíacos e pressão arterial, para os alunos buscarem o diagnóstico”, explicou a diretora. Há até um manequim que simula um parto e outro imitando uma vítima de trauma, com hemorragia de sangue falso.

Além dos equipamentos, a instituição já trabalha na formação da equipe. Deivison conta que já estabelece termos de interesse com 35 médicos que atuarão como professores do futuro curso. Caso receba a aprovação do MEC, essa será apenas a primeira leva de profissionais no quadro docente. No auge, ele estima que mais de 150 médicos façam parte do curso.

Sobre a previsão para o início do curso, a Unifasipe depende do MEC. No cenário mais otimista, a instituição se programa para lançar o primeiro vestibular em março de 2024. Na projeção menos otimista, dezembro de 2024. “O Curso de Medicina vem para coroar o trabalho que a Unifasipe faz com seus cursos na área da saúde. Mais de 1,6 mil pessoas são atendidas por mês pelos nossos acadêmicos de fisioterapia, odontologia, enfermagem, biomedicina, psicologia, nutrição, estética e educação física. Nos falta apenas o médico para esse complexo de saúde universitário”, defendeu Deivison.

Mais do que uma conquista para a instituição, Deivison vê a implantação do curso como um ganho para o Norte de Mato Grosso, com a possibilidade de formar e fixar os profissionais da medicina para atender na região. “O Censo mostrou que a população de Sinop cresceu 73%. E vai continuar crescendo. Precisamos nos preparar para atender essas pessoas com saúde. Pra isso, precisamos formar médicos”, argumentou.

Sinop já conta com um curso de Medicina público, na Universidade Federal de Mato Grosso. A graduação na Unifasipe amplia o leque, consolidando a cidade como um polo universitário e contendo a migração de estudantes que buscam pelo curso em outros Estados. Sobre os valores, a instituição estima uma mensalidade entre R$ 10 a R$ 11 mil – o que compatível com as faculdades de medicina privadas do país.

 

O auge futuro

Enquanto não recebe a permissão do MEC, Deivison projeta o futuro para a instituição que fundou no ano de 2002 caso a confirmação do curso de Medicina aconteça.

O único curso de medicina no Norte de Mato Grosso – ministrado pela UFMT – não conta com um Hospital Universitário, mesmo com a primeira turma tendo iniciado no ano de 2014. A Unifasipe não quer sofrer desse mal.

Segundo Deivison, o plano da Unifasipe é implantar um Hospital Universitário que será o centro de formação não apenas dos médicos, mas de todos os demais profissionais dos 8 cursos de saúde que a instituição oferece. A unidade será erguida em uma área que integra o masterplan da JMD Empreendimentos – um grande projeto de ocupação urbana na região do aeroporto.

Quando o curso de medicina da Unifasipe iniciar, as primeiras práticas hospitalares serão feitas dentro do Hospital filantrópico Santo Antônio. A programação do presidente é de que 5 anos após o início do curso de Medicina, a Unifasipe já esteja operando seu hospital universitário próprio. “Será essencialmente SUS, para cumprir o papel de atender a população, de levar saúde a quem precisa, mas também de criar condições reais de aprendizagem para os acadêmicos. Queremos formar profissionais que saiam da faculdade prontos para atuar”, refletiu Deivison.

O único hospital 100% SUS que Sinop possui hoje é o Hospital Regional, de gestão estadual.