Pesquisa nacional
Pesquisa indica que 33% dos domicílios no Brasil já usaram ‘canetas emagrecedoras’
Medicamentos já chegaram às classes mais baixas e impactam o consumo das famílias
Saúde | 07 de Abril de 2026 as 14h 05min
Fonte: Isto é

O uso de canetas emagrecedoras como Ozempic, Mounjaro, Wegovy ou similares aumentou no Brasil em 2026. Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Locomotiva mostra que 1 em cada 3 domicílios brasileiros declara ter um morador que utiliza ou já utilizou esse tipo de medicamento.
Na primeira onda da pesquisa, realizada no final de 2025, 26% dos domicílios relatavam uso das canetas. Esse percentual passou para 33% na segunda onda, realizada em fevereiro deste ano.
O tema também já se tornou amplamente conhecido entre os brasileiros. Apenas 6% dizem nunca ter ouvido falar das canetas emagrecedoras. Além disso, 6 em cada 10 brasileiros afirmam conhecer alguém que utiliza ou já utilizou esses medicamentos. 4 em cada 10 afirmam ter adquirido o produto sem receita médica, pela internet ou no exterior.
O levantamento também mostra que, embora o uso seja mais frequente entre consumidores de maior renda, o fenômeno já está presente em diferentes perfis sociais. 39% dos domicílios da classe AB registram uso das canetas, contra 30% nas classes CDE.
“As canetas emagrecedoras deixaram de ser um assunto distante e viraram um fenômeno vivido no cotidiano. Quem teve experiência tende a avaliar de forma positiva e a recomendação aparece como termômetro social de confiança”, apontou Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva
Menos snacks e pedidos de delivery
O levantamento também mostra que a disseminação desses fármacos está reconfigurando hábitos alimentares e forçando setores como o varejo e o de serviços a se adaptarem a um novo perfil de consumidor.
Os dados mostram que 95% dos domicílios em que há usuários desses medicamentos registraram redução no consumo de pelo menos uma categoria de alimentos ou bebidas. As categorias que mais registraram queda foram doces, snacks e salgadinhos (70%), bebidas açucaradas (50%), massas e outros carboidratos (47%), bebidas alcoólicas (45%) e alimentos ultraprocessados (42%). Já 47% registraram diminuição na frequência de ida a restaurantes, enquanto 56% apontam redução nos pedidos de delivery e fast food.
“O que os dados revelam é que o fenômeno tem uma segunda camada, já que há uma redução no consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas, e, em alguns casos, queda de gasto. Isso significa que a discussão não é só sobre um medicamento, é sobre comportamento. Se o acesso ampliar, o mercado precisa se preparar para um consumidor que compra diferente”, apontou Meirelles.
Acesso e mercado informal
Apesar da alta taxa de recomendação — 78% dos usuários indicariam o produto a familiares —, o custo permanece como o principal limitador. O estudo mostra que 76% acreditam que os valores estão se tornando mais acessíveis, mas a busca por preços menores têm empurrado consumidores para o mercado informal. Cerca de 40% dos usuários admitiram ter adquirido o medicamento sem receita médica, pela internet ou no exterior.
“Se a barreira de preço for derrubada, o uso tende a crescer com força. E parte dos usuários já tenta encurtar esse caminho recorrendo a compras sem receita, online ou internacionais. A possível quebra de patentes pode acelerar esse movimento, ampliando o acesso e mudando o tamanho do mercado”, encerrou o especialista.
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