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Caso Internacional

Mulher sofre 3 AVCs após fazer ajuste quiroprático no pescoço e acaba com sequelas motoras e na fala

Jaycie Conley, da Califórnia (EUA), tinha 33 anos quando procurou um quiroprático e ficou internada na UTI após 3 acidentes vasculares cerebrais

Saúde | 13 de Maio de 2026 as 08h 22min
Fonte: Extra Globo

Foto: Divulgação

Jaycie Conley cuidava do filho de 6 meses quando começou a sentir uma dor de cabeça que atribuiu à privação de sono por ter que cuidar de um bebê. A moradora de Ventura (Califórnia, EUA) achou que tivesse dormido de mal jeito e procurou um quiroprático já conhecido para aliviar as dores. Mas, após os ajustes no pescoço, Jaycie sofreu 3 AVCs (acidentes vasculares cerebrais) e ficou internada na UTI, acabando com sequelas motoras e na fala permanentes.

Em entrevista ao "Daily Mail", Jaycie contou que começou a sentir náuseas e que seus olhos ficaram vesgos sozinhos após ter feito o ajuste quiroprático no pescoço. Ela entrou em contato com o profissional que informou que ela estava tendo "uma reação estranha" e a convidou para outro ajuste.

A quiropraxia é uma prática focada no diagnóstico, tratamento e prevenção de problemas no sistema esquelético, principalmente na coluna vertebral. São utilizadas técnicas manuais de ajustes quiropráticos nas articulações para o alívio de dores, melhorar a mobilidade e o funcionamento do sistema nervoso, sem o uso de medicamentos.

Jaycie, que tinha 33 anos à época, decidiu ir ao hospital e lá descobriu que sofreu uma ruptura na artéria que passa pela coluna vertebral e irriga o cérebro. E, de acordo com médicos, a causa pode ter sido a "velocidade" usada no ajuste quiroprático. Além disso, eles também explicaram que os sintomas eram um resultado de dois miniderrames, que interromperam o fluxo de sangue para o cérebro dela.

Ainda no hospital, Jaycie sofreu um AVC mais grave e precisou ficar 5 dias internada na UTI.

"Fiquei completamente chocada ao descobrir que ir a um quiroprático poderia causar isso", contou ela que, enquanto esteve na UTI, precisou de ajuda para fazer coisas básicas como andar ou ir ao banheiro.

Mas o que mais mexeu com Jaycie foi não poder pegar o filho no colo.

"Eu estava apavorada com a possibilidade de o meu filho não ter uma mãe. Eu não conseguia pegar meu filho no colo e tive muita dificuldade em ser uma mãe em tempo integral", lembrou.

 


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