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Bom dia, Sexta Feira 28 de Janeiro de 2022

Saúde

Farmácias já registram falta de remédios contra a gripe

Procura por remédios que tratam sintomas gripais aumentam em pelo menos 75% em Mato Grosso

Medicamentos | 28 de Dezembro de 2021 as 09h 37min
Fonte: Gazeta Digital

Foto: Portal Sorriso/Arquivo/Ilustrativa

Procura por remédios que tratam sintomas gripais aumentam em pelo menos 75% em Mato Grosso e alguns já estão em falta em farmácias. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Mato Grosso (Sincofarma), reposição dos estoques só deve ser realizada a partir da segunda semana de janeiro, quando as fábricas retornam das férias coletivas.

Instituição afirma que a falta de medicamentos é motivada não apenas por causa do surto de gripe que está ocorrendo em todo país, mas também por conta das inúmeras pessoas que estão comprando e armazenando os remédios de forma desnecessária, assim como ocorreu no início da pandemia causada pelo coronavírus (covid-19).

“Fomos pegos de surpresa por essa alta procura por medicamentos que tratam a gripe. As indústrias farmacêuticas entraram em férias coletivas no dia 5 deste mês e cerca de 10 dias depois, a epidemia tomou o corpo”, comenta o presidente do Sincofarma, Hamilton Domingos Teixeira. Segundo ele, os pacientes chegam às farmácias com receitas que sempre seguem os mesmos segmentos, como antialérgico, antigripais, xaropes e vitaminas.

Dentre os medicamentos que já está em falta no Estado está o Tamiflu, remédio antiviral que tem fosfato de oseltamivir na sua composição e que age impedindo a multiplicação e bloqueando as ações dos vírus da gripe. Teixeira explica que esse não é um medicamento de preço popular, mesmo o genérico com 10 cápsulas fica entorno de R$ 150. “E ainda assim já temos estabelecimentos de Cuiabá e Várzea Grande que não têm mais para vender”.

A procura pelos medicamentos que tratam os sintomas gripais aumentou de forma expressiva no Estado mas, boa parte dos clientes que se dirige até uma drogaria não tem receita em mãos, já que a maioria dos remédios pode ser adquirida sem prescrição médica. O sindicalista frisa que esse comportamento prejudica aqueles que realmente precisam do medicamento. “Parece até que estamos reprisando o início da pandemia da covid-19, quando haviam especulações sobre alguns medicamentos que supostamente impediam a contaminação pelo vírus e as pessoas correram para as farmácias e fizeram seus estoques pessoais. Daí, quando quem realmente precisa vai comprar, já não encontra”.