Impactos da doença
Com 20 mil casos, sequelas da chikungunya provocam afastamento de trabalhadores em MT
Mato Grosso registrou mais de 20 mil casos de chikungunya em 2025 e lidera os índices de dor persistente após a infecção
Saúde | 18 de Junho de 2026 as 08h 30min
Fonte: Redação PP

Mato Grosso registrou mais de 20 mil casos de chikungunya em 2025 e lidera os índices de dor persistente após a infecção. As sequelas da doença, principalmente dores crônicas nas articulações, têm afastado trabalhadores da rotina profissional e acendido um alerta sobre os impactos da condição na saúde e na economia.
Diferentemente de um desconforto passageiro, a dor causada pela chikungunya pode permanecer por meses após a fase aguda da doença. Quando persiste por mais de três meses, passa a ser considerada dor crônica e pode comprometer atividades simples do dia a dia, como caminhar, levantar peso, permanecer muito tempo sentado ou executar movimentos repetitivos.
O problema tem reflexos diretos no mercado de trabalho. Em lavouras, indústrias, comércios e escritórios, trabalhadores com sequelas da chikungunya podem apresentar queda de rendimento, dificuldade para cumprir jornadas completas e maior risco de afastamento.
Segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), os impactos do desgaste físico e da perda da capacidade funcional já representam uma perda equivalente a cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
De acordo com a Dra. Kellyn Ferreira, médica especialista em dor e docente do curso de Clínica em Dor da Afya Educação Médica Cuiabá, a dor persistente interfere não apenas na capacidade física, mas também na segurança e no desempenho do trabalhador.
“O trabalhador não consegue manter o mesmo desempenho, torna-se mais vulnerável a acidentes e, nos casos mais graves, pode até ser levado à aposentadoria precoce. Para o setor produtivo, isso significa o afastamento de um profissional que perdeu a capacidade de atuar com plenitude e segurança”, explica.
Além da limitação física, a dor crônica pode afetar o sono, o humor e a qualidade de vida. Pacientes com sequelas da chikungunya relatam dificuldade para retomar a rotina, irritabilidade, ansiedade e isolamento social, especialmente quando os sintomas se prolongam sem melhora significativa.
Como alternativa, procedimentos minimamente invasivos podem ser indicados para controle da dor em alguns casos. Apesar disso, muitos pacientes ainda enxergam esse tipo de tratamento como último recurso, o que pode atrasar a recuperação e prolongar o afastamento das atividades.
A avaliação com um especialista em dor é recomendada quando o desconforto se espalha por diferentes regiões do corpo, limita movimentos ou não é explicado por exames de imagem convencionais. Segundo a Dra. Kellyn, mesmo quando os exames não mostram alterações significativas, o sofrimento relatado pelo paciente deve ser investigado.
“Muitas vezes, os exames estruturais não apresentam alterações significativas, mas o sofrimento do paciente é real e contínuo. Nesses casos, a abordagem de um especialista em dor costuma ser mais direcionada e resolutiva do que a de um ortopedista generalista”, afirma.
Para evitar o agravamento do quadro, especialistas recomendam atenção aos sinais persistentes após a chikungunya, busca por atendimento adequado e cuidados durante a jornada de trabalho, como pausas para alongamento a cada 60 minutos.
O tratamento especializado busca controlar a dor, recuperar a funcionalidade e permitir que o trabalhador retome as atividades com mais segurança, conforto e qualidade de vida.
Pressionados pela necessidade de trabalhar e manter a renda, muitos pacientes recorrem ao uso frequente de analgésicos sem orientação médica. A especialista alerta que a automedicação pode mascarar problemas mais complexos e causar danos aos rins e ao estômago.
Como alternativa, procedimentos minimamente invasivos podem ser indicados para controle da dor em alguns casos. Apesar disso, muitos pacientes ainda enxergam esse tipo de tratamento como último recurso, o que pode atrasar a recuperação e prolongar o afastamento das atividades.
A avaliação com um especialista em dor é recomendada quando o desconforto se espalha por diferentes regiões do corpo, limita movimentos ou não é explicado por exames de imagem convencionais. Segundo a Dra. Kellyn, mesmo quando os exames não mostram alterações significativas, o sofrimento relatado pelo paciente deve ser investigado.
“Muitas vezes, os exames estruturais não apresentam alterações significativas, mas o sofrimento do paciente é real e contínuo. Nesses casos, a abordagem de um especialista em dor costuma ser mais direcionada e resolutiva do que a de um ortopedista generalista”, afirma.
Para evitar o agravamento do quadro, especialistas recomendam atenção aos sinais persistentes após a chikungunya, busca por atendimento adequado e cuidados durante a jornada de trabalho, como pausas para alongamento a cada 60 minutos.
O tratamento especializado busca controlar a dor, recuperar a funcionalidade e permitir que o trabalhador retome as atividades com mais segurança, conforto e qualidade de vida.
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