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Qualidade de vida

Canetas emagrecedoras: uso sem supervisão pode causar perda muscular

Alerta é da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Saúde | 31 de Agosto de 2026 as 14h 19min
Fonte: Redação

Foto: Reprodução

O uso de medicamentos popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras tem se mostrado eficaz no combate à obesidade, mas também é associado a casos de deficiência de vitaminas e perda de massa muscular, sobretudo quando não há mudança de hábitos relacionados à alimentação e atividade física.

O endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenador do Departamento de Farmacoterapia da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Marcio Mancini, explica que esse tipo de medicamento - da classe dos agonistas do receptor GLP 1 - pode causar deficiência de micronutrientes e perda excessiva de massa muscular se não houver um acompanhamento adequado.

Segundo ele, o forte efeito de redução do apetite e de atraso do esvaziamento do estômago fazem com que os pacientes, muitas vezes, reduzam drasticamente a ingestão de alimentos, o que pode levar a um consumo insuficiente de proteínas e vitaminas.

“Quando o tratamento é iniciado, é preciso dar prioridade à densidade nutricional. O foco principal não deve ser apenas reduzir o tamanho das porções, mas garantir que as pequenas refeições sejam ricas em nutrientes."

O médico sugere metas de proteína de aproximadamente 1,2 grama/quilo/dia para indivíduos jovens e saudáveis, e de 1,5 grama/quilo/dia para idosos ou pessoas em risco de sarcopenia (perda de massa muscular).

De acordo com o especialista, também é essencial fazer o acompanhamento da quantidade de massa magra, o que pode ser feito por meio de exames como a bioimpedância, em consultório, e  densitometria de corpo inteiro, no em laboratório. Outra estratégia é testar a função muscular por meio de testes de força de preensão manual (hand grip) para evitar que a perda de músculo ultrapasse 25% de todo o peso perdido.

Mancini destaca que as queixas mais comuns associadas ao uso de canetas emagrecedoras sem supervisão adequada incluem queda e afinamento de cabelo e sintomas gastrointestinais persistentes, como náusea, constipação, flatulência e sensação de estufamento mais intensos que o normal.

Atividade física: a peça que falta no tratamento

Se a dieta rica em nutrientes é uma frente de defesa contra a perda de massa magra, a outra — segundo especialistas em obesidade — é o treino de força regular e bem orientado. Não basta comer proteína: o músculo precisa de estímulo para ser preservado, e isso exige estrutura, equipamento adequado e, sobretudo, acompanhamento profissional capaz de ajustar a carga de treino à realidade de quem está em tratamento medicamentoso.

É nesse ponto que uma academia bem equipada deixa de ser opcional e passa a ser parte do protocolo. Na Spartagym, por exemplo, o paciente encontra profissionais de educação física preparados para montar treinos de hipertrofia e preservação muscular, áreas específicas para musculação e treinamento funcional, e equipamentos que permitem progressão de carga com segurança — justamente o tipo de estímulo que a literatura médica aponta como necessário para conter a perda de massa magra durante o uso de canetas emagrecedoras.

Antes de iniciar o tratamento — ou já durante ele — buscar uma academia com estrutura e suporte técnico adequados pode ser tão determinante para o resultado final quanto o próprio medicamento.