Poluição
Apenas 7 países do mundo atendem aos níveis de qualidade do ar da OMS
De acordo com um novo estudo global, apenas 17% de todas as cidades do globo conseguiram dar conta das diretrizes estabelecidas para a média de concentração de pequenas partículas perigosas no ar
Saúde | 11 de Março de 2025 as 10h 42min
Fonte: Galileu

A nova edição do Relatório Anual de Qualidade do Ar Mundial, publicada nesta terça-feira (11) destacou que, em 2024, a maior parte do mundo apresentou taxas elevadas de poluição. O documento, desenvolvido pela empresa suíça de monitoramento IQAir, indica que apenas 7 países e 17% das cidades ao redor do globo atenderam às diretrizes estabelecidas em acordos.
O Brasil ocupa a posição 73 do ranking, que considerou 138 países. A cidade de São Paulo, por exemplo, está na categoria que excede entre 3 e 5 vezes o limite de material particulado estabelecido pela OMS - o mesmo vale para Salvador. Já na capital, Brasília, o total fica entre 1 e 2 vezes acima do recomendado. Você por ver as cidades brasileiras analisadas neste link.
Para chegar a tais resultados, a companhia analisou dados provenientes de 40 mil estações de verificação da qualidade do ar, espalhadas pelos 138 países analisados. Mas os responsáveis afirmam que a poluição do ar pode ser muito maior do que o valor encontrado, uma vez que diversas regiões, como na África e Ásia, ainda não contam com tantos equipamentos para registrar essas informações.
Destaques do ranking
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um local é considerado de baixa qualidade de ar quando ele apresenta uma taxa média de concentração de pequenas partículas perigosas no ar superior a 5 mg/m³. Assim, Austrália, Nova Zelândia, Bahamas, Barbados, Granada, Estônia e Islândia foram os únicos países que respeitarem os limites médios de poluição atmosférica definidos pela OMS.
Enquanto isso, Chade (91,8 mg/m³) e Bangladesh (78 mg/m³) foram aqueles que mais apresentaram poluição em 2024, com níveis médios mais de 15 vezes maiores do que as diretrizes estabelecidas. Junto deles, Paquistão (73,7 mg/m³), República Democrática do Congo (58,2 mg/m³) e Índia (50,6 mg/m³) formam o topo do ranking.
A Índia, inclusive, mostrou-se lar das sete cidades mais poluídas do mundo. Além disso, Byrnihat, no nordeste do território, apareceu como a pior delas, com uma taxa média de poluição calculada em aproximadamente 128,2 mg/m³.
Vale lembrar que, para além dos prejuízos ambientais, a baixa qualidade do ar pode estar associada ao desenvolvimento de uma série de problemas na saúde, como, por exemplo, doenças respiratórias, Alzheimer e até câncer. Não à toa, a OMS estima que, a cada ano, a poluição mata cerca de 7 milhões de pessoas.
Lacunas no levantamento
Houve um progresso notável na expansão do monitoramento da qualidade do ar em vários países, regiões e territórios nos últimos 12 meses. Nesta edição, os autores do conseguiram incorporar dados de 8.954 novas localidades.
No entanto, ainda existem lacunas consideráveis nos sistemas regulatórios operados pelo governo em muitas partes do mundo. Monitores de qualidade do ar de baixo custo — usados por cientistas cidadãos, pesquisadores, defensores da comunidade e organizações locais — provaram ser ferramentas eficazes para abordar essas lacunas de dados.
Esses monitores provaram aumentar a disponibilidade de dados cruciais sobre os níveis de poluição do ar em todo o mundo. Mas, de acordo com a agência Reuters, o monitoramento de dados sobre poluição do ar sofreu uma grande perda na semana passada, quando os EUA anunciaram que não tornariam mais públicas as informações recolhidas por suas embaixadas e consulados pelo mundo.
Christa Hasenkopf, diretora do Programa de Ar Limpo do Instituto de Política Energética da Universidade de Chicago (EPIC), acredita que pelo menos 34 países perderão o acesso a dados confiáveis sobre poluição após o encerramento do programa dos EUA.
“A maioria dos países tem algumas outras fontes de dados, mas isso terá um impacto significativo na África”, afirma Christi Chester-Schroeder, gerente da IQAir, em comunicado. “Em alguns locais, essas são as únicas fontes de dados de monitoramento da qualidade do ar em tempo real disponíveis ao público”.
Esforços no combate à poluição
Pequim, Seul, Coreia do Sul e Rybnik são algumas cidades que, de alguns anos para cá, melhoraram com sucesso sua qualidade do ar. Esse efeito foi o resultado de um projeto político encabeçado por meio de regulamentações mais rigorosas sobre poluição de veículos, usinas de energia, indústria, energia limpa e transporte público.
Como lembra a Associated Press, outro esforço notável para conter a poluição atmosférica grave foi o acordo da Associação das Nações do Sudeste Asiático sobre poluição transfronteiriça por neblina. Embora tenha tido sucesso limitado até agora, dez países na região se comprometeram a trabalhar juntos para monitorar e conter a poluição de grandes incêndios florestais, uma ocorrência comum na região durante as estações secas.
Shweta Narayan, líder de campanha na Global Climate and Health Alliance, disse à agência que muitas das regiões que testemunham a pior poluição do ar também são lugares onde gases que aquecem o planeta são liberados extensivamente por meio da queima de carvão, petróleo e gás: “Cortar as emissões que aquecem o planeta para desacelerar o aquecimento do planeta também pode melhorar a qualidade do ar. A poluição do ar e crise climática são dois lados da mesma moeda”.
Notícias dos Poderes
Nova lei sobre folga para exames entra em vigor; veja o que muda
Atualização da CLT mira a prevenção, estimula exames antes de sintomas e busca reduzir a gravidade de doenças entre trabalhadores
10 de Abril de 2026 as 13h47MT registra mais de 2 mil ataques de escorpiões; veja cidades com maior risco
Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de ocorrências. Corpo de Bombeiros alerta que períodos chuvosos aumentam presença de animais em residências.
09 de Abril de 2026 as 09h24Pesquisa indica que 33% dos domicílios no Brasil já usaram ‘canetas emagrecedoras’
Medicamentos já chegaram às classes mais baixas e impactam o consumo das famílias
07 de Abril de 2026 as 14h05Anvisa endurece regras para importação e manipulação de canetas emagrecedoras
De acordo com a Anvisa, o país importou, entre novembro de 2025 e abril de 2026, mais de 100 kg de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para a produção de tirzepatida — volume suficiente para cerca de 20 milhões de doses de 5 mg
07 de Abril de 2026 as 09h28UCT de Sinop está com estoque baixo e convoca população para doação de sangue
06 de Abril de 2026 as 13h55Nova estratégia de tratamento do Alzheimer reverte declínio cognitivo em camundongos
Estudo focado em mecanismos celulares demonstra que é possível recuperar funções neurais já afetadas, abrindo caminho para testes clínicos em seres humanos
02 de Abril de 2026 as 14h48Prefeitura de Sinop começa distribuição de vacina contra gripe nas UBSs e CIAs
Aplicações começam amanhã (02) em todas as salas de vacina do município; 7.130 doses disponíveis
01 de Abril de 2026 as 15h31