Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Bom dia, Segunda Feira 07 de Setembro de 2026

Menu

Anuário climático

MT lidera emissões de gases poluentes, mas registra queda entre 2023 e 2024

Queda está associada ao recuo das emissões em diferentes regiões, enquanto desmatamento e agropecuária ainda pesam no resultado estadual

Rural | 12 de Agosto de 2026 as 13h 25min
Fonte: Redação PP

Foto: Reprodução

Por dois anos consecutivos Mato Grosso liderou o ranking de estados brasileiros em emissões líquidas de dióxido de carbono em milhão de toneladas no país. A informação foi publicada no Anuário Estadual de Mudanças Climáticas 2026, produzido pelo Centro Brasil no Clima (CBC) e o Instituto Clima e Sociedade (ICS) com base em dados do Observatório do Clima.

Em 2023 e 2024 o estado esteve em primeiro lugar nas emissões de gases relacionadas ao setor da agropecuária e do chamado setor LULUCF, sigla em inglês para Land Use, Land-Use Change, and Forestry, que mede o impacto do manejo da terra e das florestas sobre o clima global.

Em emissões brutas, destacam-se além de Mato Grosso, o estado do Pará, Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Bahia entre os estados que mais emitem gases poluentes. Segundo o estudo, os dados refletem a combinação entre desmatamento intenso e forte atividade agropecuária, industrial e urbana.

O documento ainda destaca que o panorama evidencia tanto a força dos estados amazônicos em seus papéis estratégicos na política climática brasileira, quanto o peso dos grandes centros econômicos.

Apesar da posição de liderança nacional da emissões de gases, os dados demonstram que de Mato Grosso sofreu uma queda na emissão de gases de um ano para o outro.

Em 2023 o estado emitiu pouco mais de 250 MtCO₂e, que significa milhão de toneladas de dióxido de carbono equivalente. Já em 2024, o número foi de pouco mais de 150 MtCO₂e.

A sigla MtCO₂e é a unidade de medida usada para quantificar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em grande escala, combinando diferentes gases (como metano e óxido nitroso) em um único valor com base no potencial de aquecimento global de cada um.

O estudo também enfatiza uma queda generalizada das emissões líquidas na maior parte dos estados, com destaques importantes na Amazônia, em um “movimento de retração amplo”.

Por outro lado, segundo o documento, alguns estados como Rio Grande do Sul, Piauí, Roraima e Minas Gerais apresentam aumento das emissões líquidas, mostrando que a tendência de queda não é homogênea em todo o território e que ainda há focos que exigem atenção específica.

Brasil ocupa 6º lugar de emissões a nível mundial

O estudo cita que, a nível mundial, o Brasil ocupa uma posição central na crise climática, sendo o 6º maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, considerando a União Europeia como um único bloco em 5º lugar.

Porém, ao contrário de grandes emissores como China, Estados Unidos e Índia, que são historicamente associados ao uso intensivo de combustíveis fósseis, a posição do Brasil se dá especialmente devido ao desmatamento, mudanças de uso da terra e pela agropecuária.

No geral, as diferenças regionais refletem a combinação entre uso da terra, estrutura produtiva e grau de urbanização, enquanto a queda recente das emissões no país está fortemente associada à redução do desmatamento em várias regiões.