Agro
Milho fecha o ano em queda, mas retorno das chuvas traz alívio e otimismo ao campo
Redução na demanda industrial pressiona cotações no curto prazo; clima favorável eleva expectativas para a janela da safrinha
Rural | 22 de Dezembro de 2025 as 08h 56min
Fonte: Redação

O mercado do milho encerra 2025 com movimentos distintos entre os preços e as lavouras. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as cotações seguem em trajetória de baixa em diversas regiões, influenciadas pela sazonalidade típica de final de ano e pela retração da demanda.
Mercado e Cotações A pressão negativa nos preços é impulsionada pela saída estratégica de grandes consumidores industriais. Com o encerramento das atividades de compra para este ano, a maioria dos players deve retornar ao mercado spot apenas na segunda quinzena de janeiro. Esse cenário de baixa demanda imediata deixa as cotações fragilizadas no curto prazo, conforme apontam os pesquisadores.
Alívio nas Lavouras Enquanto o mercado financeiro recua, o cenário produtivo recebe boas notícias. Após um período crítico de estiagem que preocupou o setor, o retorno das chuvas trouxe o alívio necessário para os agricultores. As precipitações recentes estão favorecendo diretamente o desenvolvimento das lavouras da safra de verão, garantindo a umidade necessária para o desenvolvimento das plantas.
Janela da Safrinha A melhora nas condições climáticas não beneficia apenas a safra atual, mas projeta um cenário positivo para a segunda safra (safrinha). Com o solo recuperando os níveis de umidade, cresce a probabilidade de que a semeadura ocorra dentro da janela ideal. Esse fator é considerado crucial por técnicos e produtores para garantir o potencial produtivo e a rentabilidade do próximo ciclo.
Perspectivas O cenário atual apresenta dois caminhos: um mercado físico pressionado pelo desaquecimento de fim de ano e um campo revigorado pelas chuvas. A expectativa é que as condições climáticas favoráveis sustentem a oferta a médio prazo, influenciando o equilíbrio de preços quando a comercialização retomar o ritmo normal no início de 2026.
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