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Potência do agro

Mato Grosso mantém a liderança nacional no rebanho bovino, com 31,6 milhões de cabeças em 2025

Estado tem cerca de 6 milhões de animais a mais que o Pará, segundo colocado, e concentra aproximadamente 13,5% do gado do país

Rural | 01 de Outubro de 2026 as 11h 45min
Fonte: Redação

Foto: Divulgação

Mato Grosso continua sendo o maior produtor de gado do Brasil. Em 2025, o estado contabilizou 31,6 milhões de cabeças, número que o mantém no topo do ranking nacional, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rebanho mato-grossense supera em cerca de 6 milhões de animais o do Pará, que aparece na segunda posição, com 25,6 milhões de cabeças. O efetivo paraense ficou estável em relação a 2024 e representou 11% do total nacional.

Liderança em cenário de retração

O resultado de Mato Grosso ganha peso diante do cenário nacional. O rebanho bovino brasileiro registrou redução de 1,7% em 2025 e encerrou o ano com 234,3 milhões de animais. Com os 31,6 milhões de cabeças, Mato Grosso responde por cerca de 13,5% de todo o gado do país, o maior percentual entre os estados.

Entre os municípios, a liderança nacional ficou com São Félix do Xingu, no sudeste paraense, com 2,7 milhões de cabeças, o equivalente a 1,2% de todo o rebanho brasileiro. Marabá e Novo Repartimento, com 1,3 milhão cada, e Altamira, com 1,1 milhão, também estão entre os sete maiores rebanhos municipais do país.

Pará lidera em búfalos e ganha espaço em outros segmentos

Enquanto Mato Grosso domina o rebanho bovino, o Pará se destaca na criação de búfalos, com 736 mil animais, o que corresponde a 41% do rebanho bubalino brasileiro. O município de Chaves, no Marajó, é o maior criador do país, com 269 mil cabeças.

O estado vizinho também tem o terceiro maior rebanho de equinos do Brasil, com 487 mil animais, e registrou crescimento na produção de leite (alta de 8,7%, com 555 milhões de litros), ovos (alta de 73,5%, com 68 milhões de dúzias) e mel (alta de 9,2%, com 814 mil quilos). A aquicultura paraense movimentou R$ 144 milhões, avanço de 18,8%.