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Segundo indicadores

Mato Grosso atinge recorde histórico no volume de abate bovinos no 1º trimestre, segundo o Imea

Analista técnico do Imac destaca aumento no abate de fêmeas e a expectativa ao longo do ano

Rural | 17 de Abril de 2024 as 07h 29min
Fonte: IMAC

Foto: Divulgação

O ano de 2024 foi marcado com um aumento significativo no volume de abate de bovinos no 1º Trimestre, em Mato Grosso. Segundo informações do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA) e o relatório elaborado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Estado atingiu 1,76 milhão de cabeças de gado, o número representa um aumento de 30,88% em relação ao mesmo período (janeiro, fevereiro, março) em 2023, o que se torna um recorde histórico.

Em janeiro, Mato Grosso registrou 615,14 mil de bovinos abatidos, o maior número neste ano, um crescimento de 29,71% em comparação a janeiro de 2023, que foi 474,24 mil bovinos. Em março, os indicadores marcam a região Oeste do Estado com o maior número de abates, com 116.527, o segundo lugar vem a região Centro-Sul com 92.398 e terceiro a região Norte com 92.206 abates.

De acordo com o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), alguns dos fatores que contribuíram com esses números positivos para Mato Grosso, se deve às chuvas favoráveis nos últimos meses que levaram ao crescimento dos pastos, fazendo que a nutrição e a saúde do rebanho melhorassem. Além disso, a retenção de vacas, que atualmente estão sendo abatidas, no relatório apontam que as fêmeas foram as principais propulsoras desse crescimento.

“O relatório também evidencia um aumento no abate das fêmeas em quase 10% comparado a janeiro de 2023. Observamos que essas idades dos abates aumentaram para animais com mais de 36 meses” explica o médico analista técnico do Imac, Valdecir Júnior.

Ainda de acordo com o analista técnico, outro fator que contribuiu para abate das fêmeas ser maior em relação a machos, é devido a queda nos preços dos bezerros.

“Segundo o relatório, as são fêmeas de descarte que estão sendo engordadas e abatidas devido até o preço da reposição dos bezerros estarem abaixo.  Com isso, não é interessante para o produtor apostar em vender a cria. Então, ele acaba fazendo esses descartes e tem abates dessas fêmeas mais velha", pontua Valdecir.

O ano iniciou com bons resultados no setor pecuário, tanto o mercado interno quanto o externo estão aquecidos e a expectativa é que esse crescimento seja contínuo.

“Essa projeção desse aumento no primeiro trimestre de 30% nos leva a crer que esse o Estado ainda vai abater mais animais do que ano passado. Mostrando que a projeção, possa ter mais recordes no abate em Mato Grosso”, finaliza Valdecir.