Projeção
IBGE eleva estimativa para safra de grãos de 2025 para 327,6 milhões de toneladas
Frente a 2024, a previsão representa uma alta de 11,9%, ou 34,9 milhões de toneladas a mais
Rural | 10 de Abril de 2025 as 14h 05min
Fonte: Globo Rural

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reviu sua previsão para a safra de 2025, para 327,6 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado nesta quinta-feira (10/4).
Isso significa uma alta de 1,2% frente à estimativa de fevereiro, uma diferença de 3,9 milhões de toneladas a mais. Frente a 2024, a previsão representa uma alta de 11,9%, ou 34,9 milhões de toneladas a mais.
A estimativa para a área a ser colhida é de 81 milhões de hectares, aumento de 2,5% ante 2024. Na comparação com a previsão de fevereiro, a estimativa é de 28,9 mil hectares a mais.
De acordo com Carlos Alfredo Guedes, gerente de agricultura do IBGE, houve reavaliações positivas em vários Estados, principalmente na região Centro-Oeste, que vêm apresentando uma grande produtividade das lavouras, notadamente da soja.
"Apesar do atraso no plantio da soja, a cultura se recuperou e teve bom desenvolvimento. A maioria da soja está colhida no Centro-Oeste", frisou Guedes, que destacou a produção total de grãos em Mato Grosso, que deve atingir 101,3 milhões de toneladas. Ele destacou também a produção total de Goias, estimada em 38,5 milhões de toneladas para 2025.
Carlos Barradas, gerente da pesquisa, ressaltou que houve queda da safra prevista para o Rio Grande do Sul, que sofre este ano com a falta de chuvas. "Mas o aumento no Centro-Oeste mais que compensou", ressaltou.
Em relação à produção, algodão e soja devem bater recordes em 2025. A estimativa para a produção de algodão é de 9,1 milhões de toneladas, um acréscimo de 2,3% em relação à safra de 2024 e um avanço de 0,5% com relação ao mês de fevereiro. Enquanto a soja registrou aumento de 13,3% em comparação à safra do ano passado, chegando a 164,3 milhões de toneladas. Em relação a fevereiro, houve um declínio de -0,1% ou 107,3 mil toneladas.
O milho deve apresentar a segunda maior safra da sua história, com 127,3 milhões de toneladas, com 25,5 milhões de toneladas na primeira safra, um aumento de 11,4% em relação a 2024, e 101,7 milhões de toneladas na segunda temporada, um aumento de 10,9% em relação ao ano passado.
Por outro lado, o café arábica apresentou uma queda de 10,6% com relação a 2024, com produção estimada de 2,1 milhões de toneladas ou 35,8 milhões de sacas de 60 quilos.
Carlos Barradas ressaltou que os crescimentos da soja e do milho se devem ao clima mais chuvoso na safra 2024/25, quando comparado com a anterior. Em relação ao café arábica, Barradas explicou que a queda se deve principalmente à bienalidade negativa, como também aos problemas climáticos durante o segundo semestre de 2024, quando houve restrições de chuvas e ocorrências de temperaturas elevadas.
Regiões e Estados
As cinco regiões tiveram alta nas estimativas de produção frente à safra de 2024: Centro-Oeste (14,5%), Sul (8,5%), Sudeste (13,6%), Nordeste (10,4%) e Norte (6,4%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (2,8%), a Nordeste (0,2%), a Sudeste (1,3%) e a Centro-Oeste (3,4%), enquanto a Sul (-2,9%) apresentou declínio.
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,9%, seguido pelo Paraná (13,7%), Goiás (11,7%), Rio Grande do Sul (10,1%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,6% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (50,5%), Sul (25,9%), Sudeste (9,0%), Nordeste (8,7%) e Norte (5,9%).
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