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Bom dia, Sexta Feira 22 de Outubro de 2021

Rural

Governo edita MP para zerar PIS-Cofins na importação de milho

Decisão vale até 31 de dezembro de 2021 e tem como objetivo aumentar a oferta para a indústria de carnes após quebra de safra.

Agro e economia | 23 de Setembro de 2021 as 08h 43min
Fonte: Agência Reuters

Alíquota dos tributos PIS-Cofins para o milho estão zeradas até 31 de dezembro de 2021 Foto: Juliano Ribeiro-Seagro

O governo publicou nesta quinta-feira (23) uma medida provisória que zera a alíquota dos tributos PIS/Cofins incidentes na importação do milho até 31 de dezembro de 2021, com o objetivo de aumentar a oferta para a indústria de carnes após uma severa quebra de safra.

"A justificativa para a medida encontra-se na necessidade de aumentar a importação de milho devido à sua escassez no mercado interno, em razão de problemas climáticos, atrasos na colheita de verão e na semeadura da segunda safra e, ainda, pelos baixos níveis de estoque", disse uma nota da Presidência da República na noite da última quarta-feira (22).

"Ressalta-se ainda a importância do milho na cadeia produtiva como insumo agrícola, especialmente na agroindústria, em setores como a avicultura e a suinocultura."

A decisão atende a um pleito de grupos do setor de carnes como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que reúne a indústria de carnes suína e de aves, os maiores consumidores de milho na ração.

Essa é mais uma das medidas tributárias do governo para ajudar a indústria a lidar com os altos custos do milho no Brasil.

Em abril, o governo brasileiro já havia suspendido uma alíquota do imposto de importação aplicada às compras de milho, soja, óleo e farelo da oleaginosa vindos de países de fora do Mercosul.

Com a medida, a Tarifa Externa Comum (TEC) foi zerada, com vigência até 31 de dezembro deste ano.

As importações de milho pelo Brasil mais que dobraram de janeiro a agosto deste ano, para 1,2 milhão de toneladas, na comparação com o mesmo período de 2020. Mas a maior parte do produto foi importada do Paraguai e Argentina, de onde não havia incidência de TEC.

Segundo a Presidência, a renúncia da receita dos tributos zerados agora será compensada com o aumento de IOF.