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Agro news

Financiamentos sustentáveis dominam Plano Safra 2023/2024 em MT com R$ 1 bilhão liberados

Além do manejo florestal, a linha financia a recomposição de reservas legais e áreas de proteção permanentes (APP) das propriedades

Rural | 29 de Janeiro de 2024 as 07h 03min
Fonte: O documento

Foto: Divulgação

Em Mato Grosso, os financiamentos para a produção sustentável são os principais captadores de recursos no Plano Safra 2023/2024. A Linha Renovagro liberou R$ 1 bilhão, representando 17% do total de R$ 5,8 bilhões emprestados nos primeiros cinco meses do atual Plano Safra, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O Banco do Brasil, por sua vez, aumentou o desembolso para o custeio da atividade de manejo florestal no estado em 231%, emprestando R$ 5,1 milhões durante a vigência do atual Plano Safra, em comparação com R$ 1,5 milhão no mesmo período do plano anterior.

O Renovagro, um programa de financiamento para sistemas de produção agropecuária sustentáveis, substituiu o antigo Plano ABC. A linha Renovagro Ambiental é disponibilizada para o custeio de planos de manejo florestal, uma atividade econômica que equilibra a produção de madeira com serviços ambientais, preservando as florestas nativas. Essa atividade também pode ser financiada através das linhas de crédito Investe Agro e FCO Rural, conforme informado pelo Banco do Brasil.

A linha Renovagro Ambiental é uma das três modalidades de crédito do Programa Renovagro. Além do manejo florestal, essa linha financia a recomposição de reservas legais e áreas de proteção permanentes (APP) das propriedades.

Outra modalidade de crédito do programa, o Renovagro Recuperação de Pastagens, permite investimentos na recuperação de pastagens degradadas, incluindo os sistemas integrados de Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), energias alternativas e sistemas de plantio direto na palha.

Os demais investimentos em sistemas e práticas sustentáveis são viabilizados na modalidade de crédito Renovagro – Demais. Os recursos podem ser contratados com taxas de juros que variam de 7% – para recuperação de pastagens e ambiental – a 8,5% nas demais modalidades. O limite de financiamento é de R$ 5 milhões por ano e o prazo de pagamento varia de um mínimo de 10 anos (recuperação de pastagens) até um máximo de 12 anos (ambiental e demais).

A possibilidade de financiar práticas de produção sustentável através de planos de manejo florestal foi reforçada pelo secretário de Políticas Agrícolas do Mapa, Neri Geller, durante uma reunião com empresários do setor de base florestal em 18 de janeiro, na cidade de Alta Floresta. A reunião aconteceu na sede do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso (Simenorte).

O presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) e do Simenorte, Ednei Blasius, enfatiza a importância socioeconômica da produção de madeira e a contribuição para a conservação das espécies arbóreas nativas através da técnica de manejo florestal.

“O setor de base florestal é composto por 523 indústrias associadas ao Cipem. No estado, mais de 4,7 milhões de hectares de áreas são manejadas e protegidas contra o desmatamento. Este setor gera cerca de 10 mil empregos diretos, sendo o quarto maior em termos de empregos formais entre as indústrias de transformação em Mato Grosso. Em muitos municípios, as empresas madeireiras são a principal fonte de emprego, receita e impostos, contribuindo com R$ 66,2 milhões para o governo estadual em 2022. É essencial que os governos estadual e federal prestem atenção a este segmento”, destacou Blasius.

O Plano Safra 2023/2024 é um programa do governo federal para apoiar o setor agropecuário. Com um crescimento de 26,8% em relação ao Plano Safra anterior, esta edição disponibilizou R$ 364,2 bilhões em crédito rural no lançamento. As operações de crédito podem ser contratadas até 30 de junho deste ano.