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Castigado pela seca

Conab prevê quebra superior a 15% na produção de soja em MT

Em números absolutos, o produtores do Estado devem colher 7 milhões de toneladas a menos

Rural | 09 de Fevereiro de 2024 as 08h 00min
Fonte: Mídia News

Foto: Divulgação

O 5º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma queda de 15,3% na produção esperada da soja em Mato Grosso na safra de 2024, na comparação com a anterior. O tombo é consequência da seca que atrasou o plantio e prejudicou o desenvolvimento das plantas no final do ano passado. 

Em 2023, os agricultores mato-grossenses colheram 45,6 milhões de toneladas de soja. Neste ano, a estimativa, até o momento, é de 38,635 milhões. 

Já a produtividade da oleagionosa neste ano no Estado, conforme o estudo, deverá ser de 3.184 quilos por hectare. No ano passado, foi 3.773, o que dá uma queda de 15,6%. 

Por causa da ausência de chuva nos primeiros meses da safra, em boa parte das lavouras ocorreu redução da produtividade de modo acentuado nos primeiros lotes colhidos. Até o momento em que o estudo foi feito, a colheita havia sido concluída em 30,1% das lavouras.

“Contudo, as chuvas ocorridas em dezembro e no início de janeiro contribuíram significativamente para a recuperação de parte do potencial produtivo da cultura, acrescentando por um ligeiro aumento no rendimento estadual, porém insuficiente para elevar a produção a um patamar próximo ao da safra anterior”, diz o estudo.

Devido ao atraso na semeadura ou mesmo replantio, há lavouras nos mais variados estágios de desenvolvimento, que vão desde a floração até o ponto de colheita. “Assim, a atual safra aponta que os trabalhos de colheita vão se estender para além de abril”.

No Brasil, a produção de soja estimada é de 149,4 milhões de toneladas, o que representa queda de 3,4% se comparado com o volume obtido no ciclo 2022/23.

Já se for considerada a expectativa inicial desta temporada, a quebra chega a 7,8%, uma vez que a Conab estimava uma safra de 162 milhões de toneladas.

O atraso do início das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, seguido por chuvas irregulares e mal distribuídas, com registros de períodos de veranicos superiores a 20 dias, além das altas temperaturas, estão refletindo negativamente no desempenho das lavouras.