Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Bom dia, Domingo 21 de Abril de 2024

Menu

Clima favorável

Colheita da soja chega ao fim, com mais uma safra recorde em MT

Produtores agora torcem para que a demanda continue elevada, para melhorar os preços e compensar o aumento no custo de produção

Rural | 05 de Março de 2023 as 18h 18min
Fonte: Felipe Leonel - Estadão MT

Reprodução | Arquivo Bom Futuro

A colheita da safra de soja está chegando ao fim em Mato Grosso e deve confirmar mais uma safra recorde, com produção de 42,82 milhões de toneladas da oleaginosa em uma área de 11,81 milhões de hectares.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Fernando Cadore, o clima contribuiu para o aumento da produtividade por hectare e da produção em geral.

Quando os produtores estavam iniciando o plantio da soja, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estimava que a produtividade seria de 58,1 sacas por hectare (sc/ha). Já na última estimativa, quando a colheita já estava sendo realizada, a projeção de produtividade subiu 4%, para 60,43 sc/ha.

“O que rege a produção é o clima, porque o nível de investimento é alto no estado. Temos condições de fertilidade, tecnologia e de investimento que favorecem uma produção maior, mas o que determina a produção agrícola é clima. As chuvas foram mais espaçadas, não ficou muito chuvoso e nem teve tanta seca, então isso favoreceu”, disse Cadore.

Cadore destacou, por outro lado, que os sojicultores de algumas localizações específicas enfrentaram problemas com o clima, principalmente durante a colheita, o que provocou atrasos. No entanto, mesmo com chuvas à noite, o produtor conseguiu avançar na colheita em dias que amanheciam ensolarados, embora “não com tanta velocidade”.

“Não chega a prejudicar, pois todo dia o produtor consegue tirar um pouquinho e hoje, com a tecnologia, as máquinas são muito grandes, são projetadas pra ter mais rapidez”, acrescenta.

Além disso, com o avançar da colheita, mais máquinas ficaram disponíveis, permitindo que os produtores mais atrasados pedissem ajuda de um vizinho ou um prestador de serviços para acelerar os trabalhos.

O representante dos produtores de Mato Grosso diz ter esperança de que a demanda continue aquecida, pois os custos de produção estão elevados e o enfraquecimento da demanda poderia causar prejuízos para o setor. Porém, mesmo com a demanda elevada, ainda não é possível dizer se haverá melhora nos preços aos produtores.

O motivo para a demanda seguir elevada é a quebra de safra registrada no Rio Grande do Sul e também na Argentina, onde a seca vem prejudicado o cultivo. No mercado mundial, essa perda será compensada pelas produções que superaram as estimativas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, além da Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins.

“Esse incremento na produção da parte central e norte do país vai acabar compensando essa quebra da região do Rio Grande do Sul, principalmente, e na Argentina. A gente estima que tenha um equilíbrio e que não venha causar um incremento de preço. Agora, a gente fica à mercê da demanda do consumo”, concluiu.