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Expansão

Carne bovina de MT chega a 88 países e gera 2,4 bilhões de dólares em exportações

Número de destinos, faturamento e preço médio da tonelada cresceram no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado

Rural | 17 de Agosto de 2026 as 10h 00min
Fonte: Redação PP

Foto: Imac/Assessoria

A carne bovina produzida em Mato Grosso chegou a 88 países no primeiro semestre de 2026 e movimentou 2,4 bilhões de dólares em exportações. O resultado mostra avanço em relação ao mesmo período do ano passado, quando os frigoríficos do estado venderam a proteína para 77 mercados e faturaram 1,47 bilhão de dólares.

Além do aumento no número de destinos e na receita, o valor médio pago pela carne mato-grossense também subiu. A tonelada foi negociada, em média, por 6,1 mil dólares neste ano, ante 5,1 mil dólares no primeiro semestre de 2025.

A expansão reforça o peso da pecuária na pauta de exportações de Mato Grosso e ocorre ao mesmo tempo em que a indústria frigorífica amplia a presença da produção estadual em mercados internacionais.

China segue como principal compradora

A China permanece como o principal destino da carne bovina de Mato Grosso e comprou 282,4 mil toneladas no período. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 41 mil toneladas, seguidos pelo Chile, com 31 mil toneladas.

Também estão entre os dez maiores compradores Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos.

Grande parte da produção exportada deixa o país pelos portos de Paranaguá, no Paraná, e Santos, em São Paulo, dois dos principais corredores utilizados pelos frigoríficos mato-grossenses para acessar o mercado externo.

Mais mercados reduzem dependência

A lista de compradores vai além dos grandes consumidores. A carne produzida em Mato Grosso também chegou a países com volumes menores, como Cabo Verde, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque, Porto Rico, Catar, Albânia e Líbia.

Para o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a ampliação dos destinos reduz a dependência de poucos compradores e diminui a exposição da cadeia produtiva às oscilações de mercados específicos.

A diversificação também pode dar maior previsibilidade aos frigoríficos e pecuaristas e abrir espaço para mercados que pagam mais por determinados padrões de qualidade da carne.