Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Boa noite, Quinta Feira 09 de Abril de 2026

Menu

Agro

Agronegócio Comercialização da safrinha 2026 no Brasil é de 15,2% e cenário macroeconômico influencia mercado agrícola

Rural | 11 de Março de 2026 as 14h 41min
Fonte: Portal do Agronegócio

Foto: Reprodução

A comercialização da safrinha 2026 de milho no Centro‑Sul do Brasil alcançou 15,2% da produção projetada de 100,585 milhões de toneladas, aponta levantamento da consultoria Safras & Mercado. Esse percentual é ligeiramente superior ao registrado em março de 2025, quando a comercialização da safrinha anterior atingiu 15% da produção colhida de 100,807 milhões de toneladas. A média histórica de negociações para este período nos últimos cinco anos é de 21,4%, indicando um ritmo abaixo da média em 2026.

Desempenho por estado agrícola

A comercialização por unidade da federação mostra variações regionais:

Paraná: 8,4%

São Paulo: 3,1%

Mato Grosso do Sul: 17,5%

Goiás/Distrito Federal: 8,3%

Minas Gerais: 2,3%

Mato Grosso: 21,3%

Esses números refletem a disparidade no avanço das negociações nas principais áreas produtoras do Centro‑Sul brasileiro.

Situação do Matopiba

Na região do Matopiba — que compreende partes da Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins — a comercialização da segunda safra de milho de 2026 está em 12,6% da produção esperada de 8,434 milhões de toneladas. Em março de 2025, o mesmo índice estava em 12,4%, enquanto a média histórica de comercialização para o período nos últimos cinco anos é de 11,9%, mostrando que a região segue um ritmo de vendas semelhante ao do ano anterior.

A comercialização regional no Matopiba detalha‑se assim:

Bahia: 12,9%

Maranhão: 15,6%

Piauí: 4,4%

Tocantins: 12,7%

Fatores macroeconômicos influenciam o agronegócio

O desempenho das negociações de milho ocorre em um contexto econômico marcado por política monetária restritiva no Brasil. O Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, com o objetivo de controlar a inflação. Essa taxa de juros elevada tem impacto direto sobre o custo do crédito rural e o ritmo de investimentos no setor agrícola, influenciando decisões de venda e financiamento das safras.

Ao mesmo tempo, dados do Índice de Atividade Econômica (IBC‑Br) do Banco Central indicam que a agropecuária liderou o crescimento setorial no ano passado, com expansão de atividade forte frente a outros setores da economia, apesar do cenário macro desafiador.

Expectativas e contexto produtivo

Pesquisas recentes também apontam variações nas projeções de produção de milho para a safra 2026 no Brasil, com consultorias ajustando estimativas totais por conta de condições climáticas e variações na produtividade. Essas projeções ajudam a moldar as expectativas de produtores e compradores, influenciando ainda mais a dinâmica de comercialização da safrinha.