R$ 464 MILHÕES EXTRAS
Tribunal de Justiça custa R$ 2,5 bilhões e supera orçamento de 12 secretarias do Governo de MT
Com a maior fatia do orçamento entre as instituições de Justiça, TJMT recebeu suplementação milionária em 2024
Política | 02 de Março de 2026 as 09h 41min
Fonte: Repórter MT

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) é a instituição mais onerosa do sistema de justiça estadual, consumindo R$ 2,5 bilhões em 2024.
O dado consta no relatório nacional da plataforma JUSTA, divulgado em 23 de fevereiro, e revela como a estrutura do Judiciário mato-grossense representa a maior parte dos R$ 3,8 bilhões gastos com todo o setor (que inclui ainda Ministério Público e Defensoria).
O peso do Judiciário nas contas públicas é tão expressivo que o orçamento do TJMT sozinho supera a soma de 12 áreas estratégicas do Executivo Estadual.
De acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA 2024), pastas que atendem diretamente a população, como a Secretaria de Assistência Social (R$ 391,6 milhões), Cultura e Esporte (R$ 282,4 milhões) e Meio Ambiente (R$ 314,3 milhões), operaranm com a "fatia menor do bolo".
Juntas, 12 áreas que incluem ainda Habitação, Ciência e Tecnologia e Saneamento não alcançam o poderio financeiro da Corte.
De acordo com o levantamento, o orçamento do TJMT registrou um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. Embora o índice seja menor que o do Ministério Público (que disparou 29%), o valor nominal do Tribunal é o que mais impacta o Tesouro Estadual.
Para manter suas atividades e pagamentos, o Judiciário de Mato Grosso contou com uma injeção de recursos extras que coloca o estado em 5º lugar no ranking nacional de créditos adicionais.
O estado recebeu R$ 464 milhões em recursos extras ao longo de 2024, ficando atrás apenas de:
Paraná (R$ 692 milhões);
São Paulo (R$ 666 milhões);
Pará (R$ 568 milhões);
Bahia (R$ 505 milhões).
Paraná (R$ 692 milhões);
São Paulo (R$ 666 milhões);
Pará (R$ 568 milhões);
Bahia (R$ 505 milhões).
Decisão do STF e o fim dos "penduricalhos"
A pesquisa "Justiça e Orçamento nos Estados 2026" detalha que o valor de R$ 464 milhões em créditos adicionais para o sistema de justiça está, em sua maioria, "fora do orçamento previsto" e serve para sustentar a folha de pagamento.
No estado, os gastos com pessoal e encargos consomem 69,2% do total investido na justiça.
O relatório aponta que a dependência de créditos suplementares para o TJMT é uma prática recorrente, utilizada para garantir o pagamento de salários, auxílios e verbas indenizatórias, os chamados penduricalhos.
O cenário de altos gastos com pessoal descrito pela plataforma JUSTA, referente ao ano de 2024, enfrenta agora um freio jurídico. O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, confirmou em 23 de fevereiro que a Corte não irá recorrer da decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o pagamento de benefícios excedentes aos membros dos Três Poderes.
A ordem de Dino obriga todos os órgãos a garantirem que nenhuma remuneração ultrapasse o teto constitucional, estabelecido em R$ 46.366,19. O TJMT terá 60 dias para reavaliar a conformidade de seus pagamentos.
A nova medida atinge diretamente a chamada "folha complementar". O sistema reúne adicionais como auxílio-transporte, alimentação e gratificações por produtividade que, em alguns casos, elevam os contracheques de magistrados e membros do Ministério Público a patamares superiores a R$ 100 mil.
Entre as verbas questionadas estão benefícios apelidados de "auxílio-peru" e "auxílio-panetone". Em dezembro de 2024, por exemplo, o TJMT chegou a conceder um auxílio-alimentação extraordinário de R$ 10 mil, que foi posteriormente suspenso pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), resultando em ordens de devolução dos valores.
Para evitar manobras que visem "driblar" a suspensão, o ministro Flávio Dino proibiu a criação de novas leis ou atos normativos que autorizem pagamentos acima do teto ou o reconhecimento de direitos retroativos.
Notícias dos Poderes
Russi afirma que presidente e Câmara não podem intervir; cabe ao Senado 'tomar das rédeas' do STF
11 de Setembro de 2026 as 09h00Max Russi atribui liderança de Pivetta nas pesquisas à força da chapa e apoio de prefeitos
Deputado aponta entregas e musculatura de chapa como diferenciais na corrida eleitoral
10 de Setembro de 2026 as 14h17Dez vereadores de Sinop declaram apoio à reeleição de Pivetta
Ao oficializarem aliança, parlamentares citaram evolução estrutural em Mato Grosso e defenderam continuidade das melhorias
09 de Setembro de 2026 as 17h37Candidatos gastam R$ 8,7 milhões com advogados e contratos
Pivetta já gastou R$ 700 mil com programas; Natasha R$ 1,4 mi com contratos; e WF R$ 1,1 mi com jurídico
09 de Setembro de 2026 as 16h41Assembleia Legislativa de MT suspende sessões até o fim das eleições e trabalhos voltam no dia 7 de outubro
Presidente Max Russi aponta que falta de quórum em sessão desta quarta-feira (9) mostrou que é impossível conciliar as sessões com as eleições.
09 de Setembro de 2026 as 15h00Pivetta chega a 40,8% e lidera corrida pelo Governo de Mato Grosso;. Wellington tem 30% e Natasha 12%
Na modalidade espontânea , Otaviano Pivetta também lidera com 24,4% das intenções de voto
09 de Setembro de 2026 as 10h37Mauro Mendes lidera disputa pelo Senado em Mato Grosso com 55%, Jainaina Riva tem 31,5% e José Medeiros 21,4%
Levantamento foi feito entre os dias 6 e 8 de setembro; 1.352 eleitores foram ouvidos
09 de Setembro de 2026 as 10h35