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Vai a sanção do Lula

Senado aprova ampliação da licença-paternidade para 20 dias em todo o país

Texto segue para sanção presidencial e estabelece que o pagamento do benefício passará a ser responsabilidade da Previdência Social (INSS).

Política | 05 de Março de 2026 as 11h 00min
Fonte: Repórter MT

Foto: Reprodução

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o projeto de lei que altera as diretrizes da licença-paternidade no Brasil, ampliando o período de afastamento dos atuais 5 para 20 dias.

A proposta, votada de maneira simbólica, segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados em novembro do ano passado.

Uma das principais mudanças estruturais é a criação do salário-paternidade. Com a nova regra, o custo do afastamento, que hoje é arcado pelas empresas, passará a ser pago pela Previdência Social (Instituto Nacional do Seguro Social).

A medida visa reduzir a resistência do setor privado à ampliação do prazo e equiparar o modelo ao da licença-maternidade, que já é custeada pelo Governo Federal. A estimativa é que o impacto financeiro da mudança seja de R$ 5,4 bilhões até o ano de 2030.

O novo benefício também se estende a pais adotivos de crianças ou adolescentes. O projeto introduz a possibilidade de parcelamento do período: o pai poderá utilizar 50% da licença logo após o nascimento ou adoção, e o restante em até 180 dias.

Em situações excepcionais, como o falecimento da mãe, o pai terá direito ao período integral correspondente à licença-maternidade, que é de 120 dias, com remuneração mantida.

A movimentação do Congresso Nacional ocorre após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro de 2023, a Corte estabeleceu um prazo de 18 meses para que o Legislativo regulamentasse a questão, sob o entendimento de que o período de apenas cinco dias era insuficiente e omitia um direito social previsto na Constituição.