Fé em debate
Projeto no Senado tenta proibir versões canônicas da Bíblia Sagrada
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidorio, o projeto tem como objetivo assegurar a “inviolabilidade de seus capítulos e versículos”
Política | 03 de Março de 2026 as 15h 35min
Fonte: Unica News

A Comissão de Educação e Cultura do Senado analisa nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei 4.606/2019, que proíbe qualquer alteração, adaptação, supressão ou acréscimo no texto da Biblia. A proposta está entre os 14 itens da pauta da reunião marcada para às 10h.
De autoria do deputado pastor Sargento Isidorio (Avante-BA), o projeto tem como objetivo assegurar a “inviolabilidade de seus capítulos e versículos” e garantir a pregação do conteúdo bíblico em todo o território nacional.
Isso porque, a relatora rejeitou uma emenda apresentada pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que sugeria o reconhecimento de “versões canônicas da Bíblia Sagrada oficialmente adotadas pelas diferentes confissões religiosas”.
A relatora na Comissão, senadora Dra Eudocia (PL-AL), apresentou parecer favorável à matéria do deputado pastor, Sargento Isidorio. No relatório, ela afirma que a proposta expressa o compromisso com a proteção da Bíblia Sagrada, considerada fundamento da fé cristã por milhões de brasileiros.
O que o projeto prevê
O texto estabelece que não poderão ser feitas modificações no conteúdo bíblico, vedando alterações diretas nos capítulos e versículos. A intenção, segundo o autor, é impedir mudanças que descaracterizem o texto considerado sagrado por diferentes vertentes do cristianismo.
Para Dra. Eudócia, a medida poderia abrir margem para interpretações ideológicas ou doutrinárias divergentes.
Por outro lado, a senadora incluiu uma emenda de redação para deixar claro que continuam asseguradas:
-a liberdade de tradução a partir de manuscritos canônicos reconhecidos pelas igrejas cristãs;
-a liberdade de interpretação (hermenêutica);
-a produção e circulação de versões comentadas, infantis, acadêmicas ou artísticas.
Debate e controvérsia
O projeto tem gerado divergências no meio religioso e acadêmico. Em audiências públicas realizadas ao longo de 2025, especialistas apresentaram posições distintas.
Teólogos ouvidos em outubro argumentaram que a proposta pode gerar implicações acadêmicas e jurídicas, uma vez que a interpretação e a reinterpretação dos textos bíblicos fazem parte de um processo histórico consolidado.
Já em dezembro, pastores defenderam o projeto como mecanismo de proteção ao texto sagrado, destacando que cristãos — católicos e evangélicos — representam a maioria da população brasileira.
Caso aprovado na Comissão de Educação, o projeto segue para análise nas demais etapas de tramitação no Congresso Nacional.
Notícias dos Poderes
Dilmar deixará liderança na AL com renúncia de Mauro
07 de Março de 2026 as 11h00Tribunal de Justiça proíbe concessionária de cobrar uso de área para rede elétrica em MT
06 de Março de 2026 as 10h15Flávio Dino derruba quebra de sigilo de Lulinha do INSS
Ministro entendeu que comissão deveria analisar caso a caso e não em votação englobada, mas deixa aberta a possibilidade de nova quebra de sigilo
06 de Março de 2026 as 08h44Max:' Não é só o PL que tem pessoas que acreditam na direita'
Presidente da AL comentou debates políticos polarizados na pré-campanha para a eleição de outubro
05 de Março de 2026 as 15h06Mauro detona projetos de Janaina; 'mente para a população'
05 de Março de 2026 as 11h03Senado aprova ampliação da licença-paternidade para 20 dias em todo o país
Texto segue para sanção presidencial e estabelece que o pagamento do benefício passará a ser responsabilidade da Previdência Social (INSS).
05 de Março de 2026 as 11h00Após deixar liderança de Mauro na AL, Dilmar diz ter recebido convites de outros partidos; PRD na mira
Deputado, no entanto, deixou claro que conversa com lideranças do União Brasil definirão seu futuro político
05 de Março de 2026 as 10h44Líder do Governo admite deixar o União após atrito com Botelho
Dilmar informou intenção de deixar a sigla em grupo de Whats antes de reunião da cúpula governista
04 de Março de 2026 as 10h49