Emenda oculta
'Não se pode colocar todos no mesmo saco', diz Max Russi sobre operação contra deputado Elizeu Nascimento
Presidente da ALMT ressalta que direito à ampla defesa deve ser respeitado, mas defende que instituição seja preservada de polêmicas envolvendo membros isolados
Política | 07 de Maio de 2026 as 09h 02min
Fonte: Repórter MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), comentou hoje (6) a Operação Emenda Oculta, deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), que investiga supostos desvios de emendas parlamentares envolvendo o deputado Elizeu Nascimento (Novo) e o irmão dele, o vereador Cezinha Nascimento (União). Russi defendeu a solidez da instituição e afirmou que investigações sobre membros individuais não podem ser utilizadas para desgastar a imagem de todo o Poder Legislativo.
O caso ganhou repercussão após a apreensão de R$ 150 mil em espécie na residência de Elizeu Nascimento no final de abril. O parlamentar justifica que o valor é declarado no Imposto de Renda e destinado a gastos de campanha, alegando que a origem provém de seus vencimentos e verba indenizatória. A investigação aponta que Elizeu teria destinado R$ 7,7 milhões ao Instituto Social Mato-grossense (Ismat), que supostamente teria devolvido cerca de R$ 720 mil ao deputado através de intermediários.
Para Max Russi, o processo deve seguir os ritos legais com total transparência. “Eu acho que existe uma investigação, ela tem que acontecer de forma transparente, de forma correta, ser analisada, dar o direito da ampla defesa e, se for comprovado o problema, eu tenho certeza que a Justiça vai atuar com o rigor da lei”, afirmou o presidente.
Ele reforçou que a trajetória de quase dois séculos da Assembleia não deve ser atingida: “A gente não pode colocar todos os deputados dentro do mesmo saco. Qualquer problema de algum membro seu jamais vai enfraquecer ou diminuir o trabalho que a instituição faz”.
Questionado sobre a fiscalização do destino das emendas, Russi lembrou que a Casa já vinha se articulando com órgãos fiscalizadores para evitar irregularidades. Ele destacou que, há cerca de cinco meses, promoveu reuniões com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Ministério Público do Estado (MP-MT), Controladoria Geral da União (CGU) e Procuradoria Geral do Estado (PGE-MT) para alinhar normativas que dessem mais segurança ao destino das emendas.
Sobre o colega investigado, ele resumiu: “A situação dele é fazer a defesa, se colocar à disposição da Justiça. Ele tem feito isso de forma tranquila”.
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