População explorada
Max Russi diz que aumento no preço dos combustíveis no Brasil é injustificável
Guerra no Oriente Médio impulsionou a alta do petróleo no país e deputado estadual cobrou debate público sobre o assunto
Política | 19 de Março de 2026 as 14h 45min
Fonte: Repórter MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), classificou como injustificável a alta no preço dos combustíveis no Brasil em razão da guerra no Oriente Médio. Segundo ele, o país importa menos de 15% do petróleo, principal matéria-prima dos combustíveis, e produz em grande quantidade. Em declaração feita à, o parlamentar defendeu um debate público sobre o tema, para que a população não seja explorada por preços exorbitantes.
“Eu vi pessoas comprando e estocando combustível com medo de dificuldades, mesmo o Brasil produzindo quase todo o seu petróleo. Algo na faixa de menos de 15% o Brasil precisa importar. Não é um número elevado e não se justifica alta. Não se justifica alta, porque esse percentual que nós não somos produtores, é um percentual pequeno que dá pra ser absorvido”, disse o deputado.
Mesmo considerando a alta injustificável, Max Russi demonstrou preocupação, já que o aumento do preço do petróleo e, como consequência, do diesel, pode encarecer a produção em Mato Grosso e gerar incertezas.
“Nós dependemos muito do diesel para a produção da agricultura do nosso estado. Então, vai aumentar o custo da produção e, lógico, vai aumentar o valor dos produtos. Já gera inflação, gera uma série de incertezas”, afirmou.
As tensões no Oriente Médio fizeram com que o barril do petróleo chegasse ao valor aproximado de US$ 110, acumulando alta superior a 40%. Isso ocorre porque o Estreito de Ormuz, por onde passa de 20% a 30% do consumo global de petróleo, foi parcialmente fechado pelo Irã. Assim, os preços dos combustíveis nos postos, mais que depressa, dispararam em várias regiões de Mato Grosso.
Max Russi afirmou que a alta no preço dos combustíveis se trata de uma política nacional e que ele, como deputado estadual e presidente da ALMT, tem pouco poder para tratar sobre o assunto. No entanto, defendeu um debate público para evitar que a população sofra com “abusos” na hora de pagar pelo combustível.
“A gente tem essa preocupação. É lógico que é uma política nacional, a gente tem muito pouco poder e condição de trabalhar, mas nós precisamos fazer esse debate. Fazer esse debate de forma pública, porque, se a gente deixar, os abusos, os preços exorbitantes acontecem e a população acaba sendo explorada”, ressaltou.
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