Tensão na base
Líder do Governo admite deixar o União após atrito com Botelho
Dilmar informou intenção de deixar a sigla em grupo de Whats antes de reunião da cúpula governista
Política | 04 de Março de 2026 as 10h 49min
Fonte: Mídia News

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco, afirmou que pode deixar o União Brasil e que teria “convite de dois a três partidos”. Ele comunicou sua intenção no grupo de WhatsApp da Federação União Progressista na segunda-feira (2), antes da reunião da cúpula governista realizada à noite, na casa do senador Jayme Campos.
A movimentação ocorre após divergência com o deputado Eduardo Botelho na semana passada.
“Estou conversando com dois ou três partidos. Não tenho nada definido ainda, estou avaliando. A janela partidária vai até o dia 4 de abril. Tenho mais um mês pela frente”, disse ao MidiaNews nesta terça-feira (3).
Dilmar afirmou estar chateado após o atrito com Botelho, no episódio em que não o indicou para integrar um bloco parlamentar e para compor a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal da Assembleia. O caso foi revelado na semana passada pelo MidiaNews.
“Claro que estou chateado, quem não ficaria? Ele [Botelho] fez várias declarações na imprensa. Mas está tudo bem”, afirmou Dilmar sobre o impasse na composição da CCJ.
Mudança de bloco
Botelho deixou o maior bloco governista, também liderado por Dilmar, e migrou para o bloco parlamentar da deputada Janaina Riva, que lidera um dos grupos de oposição ao Governo. Com isso, a parlamentar indicou Botelho para a CCJ.
Ele confirmou a iniciativa de Dilmar. “Ele escreveu no grupo do União que iria sair. Não foi à reunião e disse que queria deixar o partido”, relatou.
Eduardo Botelho afirmou que não teve responsabilidade no atrito e que apenas defendeu seu direito de permanecer na CCJ. Ele presidia a comissão antes da nova indicação dos membros na semana passada.
“Minha irritação com ele [Dilmar] é que havíamos combinado uma coisa, e ele fez outra. Disse aos deputados que havia consenso. Pediu que assinassem para que ele fosse presidente da CCJ”, declarou, ao explicar a divergência.
“Ele não podia fazer o que fez. Combinar uma coisa e agir de outra forma”, criticou Botelho.
O deputado afirmou que manterá a civilidade no relacionamento institucional com o líder do Governo durante as sessões, mas disse que a amizade e a confiança foram abaladas.
Reunião
Dilmar não participou da reunião das principais lideranças partidárias do grupo governista, que começou a definir, na segunda-feira (2) à noite, os nomes para as chapas de deputado estadual e federal.
Ele pernoitou no município de Nobres, ao retornar de viagem à sua base eleitoral.
O líder do Governo afirmou que não chegaria a tempo para o encontro. “Estou em viagem e não vou chegar a tempo para a reunião”, disse, naquela tarde, à reportagem.
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