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Debandada

Candidato do casal Bolsonaro, Thiago Boava não vai apoiar Wellington e denuncia boicote

O pré-candidato a deputado federal disse que PL rompeu moralidade e acordo com ex-presidente Jair Bolsonaro

Política | 02 de Setembro de 2026 as 12h 53min
Fonte: Da Redação

Foto: Divulgação

O candidato a deputado federal Thiago Boava afirmou que o Partido Liberal (PL) em Mato Grosso está sabotando seu projeto político por não apoiar a candidatura a governador de Wellington Fagundes (PL).

Na semana passada, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmou que quem não apoiasse o projeto governista de Fagundes seria expulso ou precisaria pedir desfiliação da sigla.

Boava, então, garantiu em vídeo não apoiar a coligação partidária Coração da Gente (PL, MDB, PRD, Novo e Solidariedade) e destacou não fomentar o projeto político desse grupo.

"É muito triste ver isso. Não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado: por não subir no palanque montado. Se o preço for esse, ficarei aqui embaixo sem subir nesse palanque. Não acredito nele e não estou indo para a política fazer o que não acredito. Estou indo de peito aberto para fazer o que acredito e dar continuidade ao trabalho sério que a [ex-deputada federal] Amália iniciou", pontuou.

Além disso, Boava avaliou que o PL "rompeu a moralidade" e descumpriu o acordo de aliança firmado com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a sigla também não cumpriu as articulações combinadas com ele e com o candidato a senador José Medeiros (PL).

"Tenho que trazer este assunto à tona. Infelizmente, o Partido Liberal, que diz defender Deus, Pátria, Família e Liberdade, rompeu um dos seus pilares, a moralidade, e não cumpriu o combinado comigo. Não cumpriu o que foi combinado com o [candidato a senador] Zé Medeiros. Não cumpriu o que foi combinado com o capitão [Bolsonaro]", relatou.

Boava acrescentou que o palanque formado pelo PL estadual fortalece "interesses pessoais" e enfraquece a liberdade defendida na essência do partido. Ele pediu que os eleitores avaliem cuidadosamente os candidatos escolhidos para votar.

"Portanto, eu gostaria muito que você, no dia 4 de outubro, analisasse muito bem o seu voto; analisasse muito bem se o seu candidato a deputado federal subiu nesse palanque, se comemorou com os que estão nesse palanque. Esse palanque não fortalece Zé Medeiros, o principal ativo do capitão. Esse palanque não fortalece a liberdade que tanto buscamos; esse palanque fortalece interesses pessoais", concluiu.