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Bom dia, Sexta Feira 17 de Setembro de 2021

Política

Bolsonaro confirma visita a MT e chama fazendeiros e indígenas de ‘irmãos’

Presidente vem ao estado na quinta-feira e só confirmou agenda em comunidades indígenas

Entrega de Material | 17 de Agosto de 2021 as 09h 01min
Fonte: MT Notícias

Marcos Corrêa/Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), confirmou esta manhã, em entrevista exclusiva à Rádio Capital FM, que vem a Mato Grosso nesta quinta-feira (19) para visitar comunidades indígenas. Ele não afirmou quais etnias vão recebê-lo nem em qual cidade será feita a visitação, mas disse que a intenção é estimular a produção em terras indígenas e igualá-los ao “irmão fazendeiro”.

Bolsonaro afirmou que vai fazer entrega de material nas comunidades e que pretende estimular a utilização das terras indígenas para produção, seja agrícola, mineral ou energética. No entendimento do presidente, os indígenas “querem interagir, eles querem progredir, eles querem trabalhar. E muitos dizem: ‘nós queremos é vender o nosso produto com os recursos e satisfazer as nossas necessidades básicas’”.

A afirmação é baseada em dois pedidos de internet que indígenas fizeram a Bolsonaro em visitas às aldeias Tukano e Yanomami, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e após encontro com 300 indígenas em Brasília.

Em Mato Grosso, o projeto de liberação e de incentivo da exploração das terras, afirmou o Bolsonaro, se baseia na etnia Pareci, que tem produção agrícola já desenvolvida. Inclusive, projetos do governo Federal tramitam no Congresso Nacional para balizar a exploração.

“Nós temos como referência os Pareci, que já têm produzido há algum tempo. Nós estamos estimulando este tipo de concessão para os demais indígenas do Brasil, tanto é que nós temos projetos no Congresso, de autoria nossa, basicamente permitindo que o indígena faça com a sua terra o que o seu irmão fazendeiro faz ao lado, ou seja, a exploração, o arrendamento, cultivo, mineração, usar os recursos hídricos para fazer PCHs ou hidrelétricas, asfaltar rodovias. Tudo isso nós estamos oferecendo aos indígenas de forma facultativa. Se não quer que faça nada lá, nada vai ser feito”, completou.

Ao mesmo tempo em que acena para uma política desenvolvimentista para as comunidades indígenas, Bolsonaro barra a expansão territorial indígena e garante estabilidade aos fazendeiros, que temem conflitos pela posse de terras, sobretudo na Amazônia.

Ao “homem do campo”, Bolsonaro já garantiu um projeto de “não atrapalhar quem produz”, além de subsidiar o frete, diminuir as multas do Ibama e liberar o porte de armas, incluindo fuzis, dentro das propriedades rurais.

“Os fazendeiros não acordam mais preocupados em saber se foi publicado no Diário Oficial da União uma portaria iniciando a demarcação de uma nova terra indígena.  Nós fizemos uma série de exigências, de modo que, até o momento, em dois anos e meio de governo, nenhuma nova terra indígena começou a ser demarcada”, afirmou.