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Disputa milionária

Após reverter decisões, donos de fazenda de R$ 350 mi em MT denunciam ex-presidente do TJ ao CNJ

Denúncia feita por casal de empresários questiona imparcialidade da desembargadora e liga magistrada à desembargadores da Corte Estadual afastados por suspeitas de corrupção.

Política | 07 de Abril de 2026 as 20h 17min
Fonte: Unica News

Foto: Reprodução/Assessoria/TJMT

O casal de empresários emprespários Gilberto e Eliana Romanato, donos originais da Fazenda Eldorado – propriedade rural avaliada em R$ 350 milhões, na cidade de Barra do Garças (521 km de Cuiabá), ingressaram com uma denúncia no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a ex-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, pelos crimes de prevaricação, suspeição e negativa de prestação jurisdicional, em um processo de disputa de terras envolvendo a propriedade, na região leste do estado.

Segundo os autos, a magistrada teria sistematicamente ignorado os pedidos dos autores da ação, como a rescisão do contrato de venda e o pagamento de uma taxa de ocupação bilionária da fazenda. Em vez disso, Clarice teria revertido decisões anteriores e que eram favoráveis aos proprietários originais, reconhecendo a validade de contratos de empréstimo do Banco Bradesco, determinando que a instituição financeira retomasse a posse da propriedade.

Além disso, os donos originais da propriedade citaram na ação que Clarice Claudino é amiga do desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho - afastados da Corte destadual desde agosto de 2024, após serem investigados na Operação Sisamnes, da Polícia Federal, que apura um megaesquema de venda de sentenças na Corte Estadual - ressaltando que a desembargadora teria arquivado, de forma suspeita, um processo disciplinar contra Sebastião Filho , no intuito de proteger o magistrado.

Em seus argumentos, o casal destacou que a relação de Clarice com os colegas de Corte investigados pela PF prova que a magistrada não julga causas imparcialmente. O raciocínio é que, se a ex-presidente do TJMT já agiu para proteger um colega acusado de vender sentenças, ela demonstrou que tem compromisso com esse grupo, e não com a Justiça.

“CALOTE” MILIONÁRIO

Gilberto e Eliana Romanato venderam a Fazenda Eldorado no ano de 2012, por R$ 67,5 milhões. Porém o comprador deu um calote milionário no casal, pagando apenas R$ 20 milhões da negociata.

Diante disso, o casal Romanato rescindiu o contrato e pediu a fazenda de volta, mas o comprador se recusou a sair, momento em que o Banco Bradesco entrou na briga, alegando ter direitos sobre o imóvel, devido a empréstimos feitos ao comprador.

De lá pra cá, a disputa, que já vem se arrastando na Justiça por quase 14 anos, chegou resultar em duas decisões favoráveis aos verdadeiros donos da propriedade. Porém, a desembargadora Clarice Claudino da Silva reverteu as sentenças e reconheceu os contratos do Bradesco como válidos, determinando ainda que o banco retomasse a posse da fazenda e, de quebra, multou os Romanato em 10% do valor da causa.


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