Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Boa tarde, Sexta Feira 01 de Março de 2024

Menu

Denúncia

Professor é demitido após exibir filme proibido para alunos do ensino médio

Caso é investigado

Polícia | 01 de Novembro de 2023 as 15h 18min
Fonte: Repórter MT

Foto: Reprodução

Um professor de Sociologia foi demitido da rede pública estadual após pais de alunos e vereadores da cidade de Jauru (409 km de Cuiabá) denunciarem a exibição de um filme “pornográfico” para estudantes do 1º ano do Ensino Médio da Escola Deputado João Evaristo Curvo.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), o filme em questão é “A Guerra do Fogo”, que tem classificação indicativa de 14 anos. De acordo com o sindicato, a obra “ilustra vividamente a busca ancestral pelo domínio do fogo, um elemento primordial na evolução da humanidade. Além disso, o filme trata de temas como a luta pela sobrevivência, o domínio do fogo e a comunicação, a sacralização da natureza, princípios ecológicos e a relação com outras espécies”.

Em nota, o Sintep-MT alega que os pais “destorceram” as informações sobre o filme e que os vereadores que procuraram a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para pedir a demissão do professor não compreenderam o “contexto pedagógico” em que a obra foi exibida.

“Mais alarmante ainda é o fato de que a liberdade de cátedra tenha sido atacada de maneira vil e arbitrária, sem permitir ao profissional de ensino a oportunidade de esclarecer sua opção pedagógica perante a comunidade escolar”, diz o texto.

A nota prossegue criticando a decisão do secretário de Educação, Alan Porto, que decidiu rescindir o contrato temporário do educador. “Repudiamos a SEDUC-MT, com seu Secretário Engenheiro Alan Porto, por práticas antidemocráticas e por desrespeitar a liberdade de cátedra, um direito constitucional fundamental”, conclui o texto.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação, mas até o fechamento da matéria não recebeu nenhum posicionamento oficial.