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Operação Three Millions

Policiais invadem chácara de ex-secretário de Saúde para roubar R$ 3 milhões

Denúncia da Polícia Civil aponta que 7 polícias invadiram propriedade para pegar dinheiro escondido no forro

Polícia | 27 de Outubro de 2023 as 17h 08min
Fonte: Redação

Foto: Assessoria PJC-MT

Quatro policiais civis e três militares são investigados por invadirem a chácara do ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues, preso acusado de integrar uma organização criminosa que desviou recursos da saúde pública em Mato Grosso. O imóvel invadido fica em Várzea Grande. A motivação dos policiais, conforme a investigação da Polícia Civil, era encontrar R$ 3 milhões que estariam escondidos no forro da casa localizada na chácara.

Para apurar e prender os acusados, a Polícia Civil, em parceria com a Corregedoria-Geral da PM, deflagrou na manhã desta sexta-feira (26), a 'Operação Three Millions'. Foram cumpridas ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar, afastamento da função pública e proibição de porte de arma. Os acusados são investigados por roubo majorado, associação criminosa e fraude processual.

Segundo a Polícia Civil, os investigados detinham a informação sobre o possível esconderijo do dinheiro e se arquitetaram para efetivar a subtração valor, no sentido de obter vantagem indevida.

Durante as investigações, foi apurado que os agentes públicos renderam o caseiro do local, sob ameaça com uso de arma de fogo, exigindo a localização do dinheiro. Ao final da ação, os investigados levaram um gravador de vídeo e as câmeras de segurança da chácara para evitar qualquer identificação deles, como forma de dificultar as investigações.

Diante dos elementos, foram concedidas pela Justiça as medidas cautelares de busca e apreensão, afastamento das funções públicas e proibição do porte de arma aos investigados que são agentes públicos.

 

De acusado à vítima

Em fevereiro deste ano, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também denunciou o ex-secretário de Saúde de Cuiabá e outras 10 pessoas envolvidas no caso de suposto desvio de R$ 3,2 milhões em remédios que não foram entregues nas unidades da capital.

Em janeiro, Célio foi alvo da Operação Hypos em que investigou um suposto esquema que teria se instalado na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, em 2021. Conforme a investigação, em tese, foram autorizados pagamentos para uma empresa que não possuiria sede física no local informado em seu registro formal, o que levou à suspeita de que seria uma empresa fantasma com sócios administradores laranjas.

Na denúncia do MPMT, a empresa envolvida na compra dos remédios seria de fachada, de acordo com as provas indicadas no processo, na qual apontam para a inexistência da empresa, como ausência de endereços, de contatos telefônicos e de autorização para venda de medicamentos junto aos órgãos de fiscalização.

Além disso, a polícia encontrou indícios que sugerem que os pagamentos foram para a aquisição de medicamentos que, a princípio, não possuíam comprovação de ingresso na farmácia da Empresa Cuiabana de Saúde Pública e que nunca teriam chegado ao estoque.

Há 8 meses, Célio foi preso por suposto esquema na Empresa Cuiabana de Saúde Pública. Na casa dele, a polícia também apreendeu R$ 30.962 mil em dinheiro.

Em outubro de 2021, ele já havia sido preso pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Curare, por suspeita corrupção e lavagem de dinheiro com desvios de recursos da Saúde. Na primeira fase, ele foi exonerado do cargo.

O nível de aproximação entre as atividades públicas e privadas dos investigados envolveu a aquisição de uma cervejaria artesanal, em que se associaram, de forma oculta, o então secretário e o proprietário do grupo empresarial investigado.