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Bom dia, Segunda Feira 14 de Setembro de 2026

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Assassinado a sangue frio

PM é morto a tiros durante aula de projeto social em Várzea Grande; polícia apura motivação passional

O assassino foi detido pelos alunos do projeto e preso em flagrante; PM tinha 32 anos

Polícia | 05 de Agosto de 2026 as 09h 45min
Fonte: Redação

Foto: Reprodução

O cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi morto a tiros na noite desta terça-feira (4), enquanto ministrava aulas de artes marciais em um projeto social do 25º Batalhão da PM, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O principal suspeito do crime, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi preso em flagrante logo após o homicídio.

De acordo com informações da Polícia Militar, o policial estava em atividade com os alunos do projeto quando o suspeito invadiu o local armado com um revólver calibre .38 e efetuou diversos disparos contra a vítima. As investigações apontam que seis tiros foram disparados, descarregando a arma.

Renato Aragão chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Após os disparos, os próprios alunos que participavam das aulas conseguiram imobilizar o atirador até a chegada das equipes da Polícia Militar, que realizaram a prisão em flagrante. O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes de Várzea Grande e, posteriormente, apresentado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso.

Na manhã desta quarta-feira (5), o delegado Rogério Gomes informou que Jonathan permaneceu em silêncio durante o interrogatório. Apesar disso, as informações reunidas até o momento indicam uma possível motivação passional.

Segundo a Polícia Civil, testemunhas relataram que o cabo Renato mantinha um relacionamento amoroso com a esposa do suspeito. A investigação também apurou que Jonathan havia registrado, meses antes, um boletim de ocorrência relatando o suposto envolvimento da companheira com o policial militar.

O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel e por recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme o artigo 121, §2º, incisos III e IV, do Código Penal. Ele permanece preso e será submetido à audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.

A Polícia Civil destacou que, embora a principal linha de investigação seja a motivação passional, todas as circunstâncias do crime ainda estão sendo apuradas e a motivação será confirmada ao longo das investigações.

Em nota, o comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar, coronel Ricardo Mendes, lamentou a morte do cabo Renato Aragão e ressaltou a rápida atuação das equipes policiais na prisão do suspeito.

"É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo a função social e teve sua vida interrompida covardemente. Felizmente, apesar da situação triste, conseguimos deter o assassino e levá-lo preso. Esperamos que a Justiça seja feita de forma rápida e desejamos que Deus conforte todos os familiares e amigos pela perda do cabo Aragão", declarou.


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