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Boa tarde, Quinta Feira 16 de Setembro de 2021

Polícia

Morre jovem queimado após negar sexo com dois homens

O quadro clínico se agravou, ele não resistiu e acabou morrendo

Cuiabá | 20 de Abril de 2021 as 09h 05min
Fonte: Yuri Ramires/Gazeta Digital (GD)

Foto: Chico Ferreira/Gazeta Digital (GD)

O jovem J.A.S, 17, não resistiu e acabou morrendo na madrugada de segunda-feira (19), no Hospital Municipal de Cuiabá, onde estava internado há mais de 10 dias, após ter seu corpo queimado na cidade de São Pedro da Cipa. O crime aconteceu após ele se negar a fazer sexo com dois homens, sendo que um deles, de 21 anos, foi preso em flagrante pelo crime no dia 7 de abril.

De acordo com as informações apuradas pelo GD, Jean deu entrada no Hospital Municipal de Cuiabá com queimaduras de 2º e 3º graus que atingiram cerca de 50% do seu corpo. O quadro clínico se agravou, ele não resistiu e acabou morrendo. Polícia Civil foi acionada para a liberação do corpo, já que se trata de um crime de homicídio.

Reportagem noticiou quando Jean foi socorrido e deu entrada no hospital de Juscimeira já com as queimaduras. Ainda consciente, conseguiu contar à equipe médica quem eram os autores do crime e a motivação. Investigadores foram acionados e em menos de 24 horas, o suspeito teve a prisão preventiva decretada e cumprida.

Polícia não confirmou a motivação

Conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil no dia da prisão do suspeito, na noite do dia 6, suspeito de 21 anos estava em casa na companhia de um homem de 37 quando a vítima chegou. Vítima e suspeito tinham um relacionamento.

Eles começaram a brigar, momento em que o suspeito jogou álcool na cabeça de Jean e ateou fogo usando um isqueiro. Homem que estava na casa foi ouvido e liberado, já que a polícia não identificou sua participação no crime, tendo ele tentado socorrer a vítima e foi impedido pelo agressor.

Jean ainda conseguiu correr até o vizinho, onde pediu socorro. O autor do crime foi autuado por homicídio qualificado – até então de forma tentada – cometido por meio cruel.

No dia da prisão, o delegado Ricardo Franco explicou que durante o depoimento, ‘ficou evidente que o suspeito claramente assumiu o risco de ceifar a vida da vítima, agindo de forma cruel’.