Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Boa tarde, Sexta Feira 10 de Abril de 2026

Menu

Atualização da lista

Mato Grosso ocupa 9º lugar entre estados com mais casos de trabalho escravo

Atualização do governo federal inclui 169 novos empregadores flagrados explorando trabalhadores; estado ocupa a 9ª posição no ranking nacional.

Polícia | 08 de Abril de 2026 as 08h 45min
Fonte: Unica News

Foto: Divulgação

Mato Grosso aparece na nona posição entre os estados brasileiros com mais registros de trabalho análogo à escravidão, segundo atualização divulgada nesta segunda-feira (6) pelo governo federal. A nova versão da chamada “lista suja” reúne empregadores que foram flagrados explorando trabalhadores em condições consideradas ilegais ou degradantes.

De acordo com o levantamento, sete empregadores de Mato Grosso aparecem no cadastro. O estado fica atrás de unidades como Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraíba, que lideram o ranking nacional.

Ao todo, a atualização acrescentou 169 novos empregadores ao cadastro, o que representa um aumento de 6,28% em relação à lista anterior. Desses, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. Com as novas inclusões, o número total de nomes na lista chega a aproximadamente 613.

Entre os nomes que passaram a integrar o cadastro estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD.

Segundo o Ministério do Trabalho, os setores com maior número de empregadores incluídos na atualização foram: Serviços domésticos (23 casos); Criação de bovinos para corte (18); Cultivo de café (12); Construção de edifícios (10); Serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita (6).

Somados, os novos registros resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores que estavam em situação de exploração ou submetidos a condições análogas à escravidão.

A atualização também retirou 225 empregadores que completaram o período de dois anos no cadastro, prazo máximo de permanência na lista após regularização das pendências.

Os casos incluídos nesta atualização ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 unidades da federação. Os estados com maior número de empregadores foram:

  • Minas Gerais (35);

  • São Paulo (20);

  • Bahia (17);

  • Paraíba (17);

  • Pernambuco (13);

  • Goiás (10);

  • Mato Grosso do Sul (10);

  • Rio Grande do Sul (9);

  • Mato Grosso (7);

  • Paraná (6).

Também aparecem no levantamento Pará, Santa Catarina, Maranhão, Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará, Rondônia e 

Sergipe.

 

Caso da BYD

A montadora BYD entrou na lista após uma operação realizada em dezembro de 2024, que resultou no resgate de trabalhadores chineses envolvidos na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

Segundo as autoridades, 220 trabalhadores haviam sido contratados para atuar na obra. Durante a fiscalização, eles foram encontrados vivendo em alojamentos considerados precários, sem condições adequadas de higiene e conforto.

As investigações também apontaram que os funcionários eram vigiados por seguranças armados, tinham os passaportes retidos e estavam submetidos a cláusulas contratuais consideradas ilegais, como jornadas excessivas e ausência de descanso semanal.

 

Caso do cantor

Já o cantor Amado Batista aparece em duas autuações registradas em propriedades rurais localizadas em Goianápolis, na região metropolitana de Goiânia.

Uma das ocorrências envolve o Sítio Esperança, onde foram identificados 10 trabalhadores em condições irregulares. A segunda autuação cita o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores.

Segundo o governo federal, os casos foram registrados em 2024 e passaram a integrar oficialmente o cadastro após a conclusão dos processos administrativos.

A chamada “lista suja” é atualizada periodicamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego e funciona como um instrumento de transparência. O objetivo é informar a sociedade sobre empregadores que descumpriram a legislação trabalhista ao submeter trabalhadores a condições degradantes ou de exploração.


✅Siga o canal do GC Notícias no WhatsApp.
📷Siga nosso perfil no Instagram.