Feminicídio
Marido temia perder patrimônio e padrão de vida que mantinha ao lado de professora, diz PC
Polícia | 03 de Julho de 2026 as 08h 23min
Fonte: O documento

O delegado Luiz Camargo, da Polícia Civil de Juína, afirmou que Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, matou a companheira, a professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, porque não aceitava o fim do relacionamento e temia perder o patrimônio e o padrão de vida que mantinha ao lado da vítima.
O crime aconteceu na última segunda-feira (29), mas a declaração foi revelada após a prisão de Joel, nesta quarta (1), localizado escondido em um acampamento na zona rural de Castanheira, dois dias depois do crime.
Conforme o delegado, a principal linha de investigação aponta que a motivação do assassinato envolve interesses patrimoniais aliados ao ciúme. "A investigação seria uma divergência patrimonial, já que a vítima estava querendo se separar e ele não estava aceitando a situação por dois motivos. Primeiro, patrimônio. Parecia que a vítima tinha uma condição patrimonial melhor do que a dele e por questões de ciúmes", afirmou Luiz Camargo.
De acordo com a Polícia Civil, Adélia havia decidido colocar fim ao relacionamento, decisão que não teria sido aceita pelo suspeito. As investigações apontam que Joel, que trabalhava como vaqueiro, temia perder os benefícios financeiros proporcionados pela companheira.
Outro detalhe revelado pelo delegado é que o suspeito teria planejado ocultar completamente o corpo da vítima, mas foi impedido pela rápida mobilização dos moradores do assentamento, que perceberam uma movimentação incomum e acionaram as forças de segurança.
"Com o alarme que desencadeou ali na vizinhança do assentamento onde a vítima residia, acabou que ele não teve esse tempo, aparentemente, de ocultar o cadáver. A partir do momento em que a vizinhança começou a alertar a Polícia Militar e a Polícia Civil, ele acabou abandonando essa empreitada criminosa", explicou.
Joel Laureano Ferreira foi preso após quase dois dias de buscas em uma região de mata próxima ao assentamento onde o casal morava. Segundo a Polícia Civil, ele estava escondido em um acampamento improvisado e, no momento da abordagem, portava um facão e chegou a reagir à prisão.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Juína, onde permanece preso. Inicialmente, ele responderá por feminicídio qualificado, mas a Polícia Civil informou que outras tipificações criminais poderão ser acrescentadas ao inquérito conforme o avanço das investigações.
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