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Polícia

Laudo recomenda soltura de garota que atirou e matou Isabele

Documento foi encaminhado ao Ministério Público, que dará um parecer e o enviará para a Justiça

Cuiabá | 21 de Janeiro de 2022 as 08h 19min
Fonte: Mídia News

Foto: Reprodução

A equipe multidisciplinar do Complexo Pomeri recomendou a soltura da adolescente que atirou e matou a amiga Isabele Ramos Guimarães, de 14 anos, em Cuiabá. 

O laudo foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), que dará o seu parecer.  Depois, será enviado para decisão da Vara Especializada da Infância e Juventude da Capital. O processo corre em segredo de Justiça.

O crime ocorreu no dia 12 de julho de 2020, no Condomínio Alphaville.

Nesta terça-feira (19), a menor completou um ano de internação.

Ela foi condenada a 3 anos por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar.  

O laudo faz parte da revisão da pena, realizada a cada seis meses, conforme determinou a Justiça na sentença.

No primeiro laudo, emitido julho do ano passado, a equipe multidisciplinar também havia recomendado a soltura da menor.

No entanto, o juiz Túlio Duailibi Alves Souza, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, não aceitou e manteve a internação.

Novo laudo

Conforme apurado pela reportagem, o laudo descreve que a menor vem contribuindo, dentro das suas possibilidades, às orientações e intervenções para o cumprimento das metas estabelecidas para o desenvolvimento da sua medida socioeducativa.

  A equipe destacou, porém, que as deficiências físicas, materiais e de profissionais especializados da unidade não dão condições adequadas ao atendimento das demandas da adolescente para dar continuidade a seu desenvolvimento.

Por isso, a equipe acredita que a continuidade da internação não deve contribuir para o desenvolvimento da garota, que é o principal objetivo da medida socioeducativa.

O caso

Isabele Ramos morreu com um tiro no rosto dentro de um banheiro na casa da amiga.

O crime aconteceu quando o pai da atiradora, o empresário Marcelo Cestari, pediu que a filha guardasse uma arma que foi trazida pelo então genro, de 17 anos, no quarto principal no andar de cima.

No caminho, porém, a garota desviou e seguiu em direção ao banheiro de seu quarto, ainda carregando a arma. Lá, ela encontrou Isabele, que acabou sendo atingida pelo disparo da arma.

A Politec apontou que a adolescente estava com a arma apontada para o rosto da vítima, entre 20 a 30 centímetros de distância, e a 1,44 m de altura.

Os pais da atiradora respondem um processo separado pelo caso. Eles foram denunciados pelo Ministério Público Estadual por homicídio culposo, entrega de arma de fogo a pessoa menor, fraude processual e corrupção de menores.

O ex-namorado dela foi condenado a prestar seis meses de serviços comunitários por ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo.