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Bom dia, Segunda Feira 07 de Setembro de 2026

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Feminicídio

Justiça nega soltar homem acusado de espancar esposa com 'macaco' e passar com o carro por cima dela várias vezes

Defesa sustenta que morte foi acidental e que calçado do marido escorregou no pedal da embreagem; Tribunal apontou violência do caso, tentativa de fuga e condenação anterior por homicídio.

Polícia | 02 de Setembro de 2026 as 07h 35min
Fonte: Repórter MT

Foto: Reprodução

Paulo Cesar Santos Vilela, acusado de assassinar a esposa, Simone da Silva Matiuzi, em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 522 km de Cuiabá), teve a prisão preventiva mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A decisão é da Segunda Câmara Criminal e foi publicada hoje (1).

Simone foi atropelada várias vezes pelo carro conduzido por Paulo Cesar. Um macaco automotivo também foi encontrado próximo ao corpo, levantando a suspeita de que o objeto tenha sido utilizado para golpear a vítima na cabeça.

A defesa de Paulo Cesar sustenta que a morte teria ocorrido de forma acidental. A versão apresentada é de que o calçado do marido teria escorregado no pedal da embreagem.

O caso ocorreu em 13 de março de 2026, depois que Paulo Cesar e Simone participaram de uma confraternização em um sítio. De acordo com o boletim de ocorrência, ele estava bêbado e discutiu com Simone em uma estrada rural.

Na sequência, Paulo Cesar teria usado o veículo para atropelar Simone repetidamente e, depois, deixado o local sem prestar socorro. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia. Em 14 de março, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Um dos pontos considerados para manter a prisão foi o comportamento do acusado após a morte. Segundo o Tribunal, Paulo Cesar deixou o local e posteriormente foi encontrado em outra rodovia, dentro de um veículo de transporte por aplicativo, com destino a Pontes e Lacerda.

Para os desembargadores, a circunstância indica uma tentativa de fuga e justifica a manutenção da prisão também para garantir que o acusado permaneça à disposição da Justiça.

Outro fator levado em consideração foi o histórico criminal. Conforme informações prestadas pelo juízo de primeira instância, Paulo Cesar possui condenação definitiva anterior por homicídio na comarca de Pontes e Lacerda.

O TJMT considerou que a condenação anterior, somada às circunstâncias do novo caso, demonstra risco de que ele volte a cometer crimes caso seja colocado em liberdade.

Para o relator, juiz de Direito convocado Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, os elementos reunidos até o momento justificam a manutenção da prisão. Ele destacou principalmente a forma extremamente violenta como o crime teria sido cometido, a condenação anterior por homicídio e a saída do acusado do local após a morte.

Na avaliação do magistrado, medidas mais brandas não seriam suficientes diante desses fatores. A Procuradoria-Geral de Justiça de Mato Grosso também havia se manifestado contra a soltura.