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Tráfico e luxo

Justiça mantém presos pai e genro de 'Angeliquinha', mas manda influencer para o domiciliar

Kauany Beatriz, que ostentava vida de luxo nas redes sociais, foi beneficiada por ser mãe de menor

Polícia | 07 de Março de 2026 as 07h 55min
Fonte: Repórter MT

Foto: Reprodução

O juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop, manteve a prisão preventiva de Guilherme Henrique Laureth da Silva e Paulo Felizardo de Sá, alvos da Operação Showdown, deflagrada nessa quinta-feira (5). Já a influenciadora Kauany Beatriz de Sá Silva, de 20 anos, teve a prisão convertida em domiciliar por estar gestante e ser mãe de uma criança menor de 12 anos.

Kauany, que é filha da líder de facção foragida Angélica Saraiva de Sá, a "Angeliquinha", deverá cumprir medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, suspensão do passaporte e comparecimento a todos os atos do processo.

A família é investigada pela Polícia Civil por movimentar mais de R$ 20 milhões em um ano e sete meses com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Alta Floresta. O esquema utilizava empresas de fachada nos ramos de calçados e beleza, além de plataformas de jogos de azar on-line para dar aparência lícita aos valores. Paulo Felizardo, pai de Angeliquinha, também é apontado como gerente de garimpos irregulares e prostíbulos na região de Nova Bandeirantes.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias. Guilherme Laureth, marido de Kauany, e Paulo Felizardo seguem detidos no sistema prisional.

Ostentação

Nas redes sociais, Kauany Beatriz se apresentava como "figura pública" e CEO de empresas. Com mais de 42 mil seguidores, a jovem compartilhava uma rotina de alto padrão, com viagens internacionais e veículos de luxo, que, segundo a Polícia Civil, eram financiados pelo esquema criminoso liderado por sua mãe, que está foragida desde agosto de 2025.