Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Bom dia, Sábado 20 de Julho de 2024

Menu

Peixoto de Azevedo

Justiça aceita denúncia do MPE e torna pecuarista, filho médico e cunhado réus por homicídios em Mato Grosso

Os três estão presos e foram indiciados por duplo homicídio e por tentativa de homicídio

Polícia | 09 de Maio de 2024 as 07h 20min
Fonte: O documento

Foto: Reprodução

A juíza Paula Thatiana Pinheiro, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo, aceitou denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra a pecuarista Inês Gemilaki,  o filho dela, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, e o cunhado Eder Gonçalves Rodrigues, pelo ataque que terminou com dois mortos na cidade. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (8).

Agora, eles passam a ser réus por dois homicídios qualificados, por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas, e duas tentativas de homicídio qualificado.

“Preenchidos os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal e estando ausentes as circunstâncias do artigo 395, do mesmo codex, recebo a denúncia contra Bruno Gemilaki Dal Poz, Edson Gonçalves Rodrigues e Inês Gemilaki, qualificados na inicial, eis que presentes a prova da materialidade delitiva e indícios suficientes de autoria, o que configura justa causa para o início da Ação Penal”, diz trecho da decisão.

A magistrada deu prazo de 10 dias para que o trio apresente resposta à acusação por escrito. “Não apresentada à resposta no prazo legal ou se os acusados, citados, não constituírem defensor, nomeio a Defensoria Pública, concedendo-lhe vista dos autos por 10 (dez) dias, nos termos do artigo 396-A, § 2º, do Código de Processo Penal”, diz outro trecho da decisão.

Inês, o filho e o cunhado seguem presos na cadeia pública de Peixoto. Já o marido dela, o mecânico Márcio Ferreira Gonçalves, não foi denunciado pelo MPE e ganhou liberdade.

De acordo com o promotor de Justiça Álvaro Padilha de Oliveira, que assina a denúncia, as investigações apontam que Márcio não participou das execuções. E o fato dele ter auxiliado na fuga foi excluído por ser parente dos autores do crime.

O ataque ocorreu na tarde do dia 21 de abril. Toda ação foi filmada por câmeras de segurança. Foram mortos os idosos Pilson Pereira da Silva, de 65 anos, e Rui Luiz Bogo, de 57.

Ficaram feridos contra o padre José Roberto Domingos, que levou um tiro na mão, e Enerci Afonso Lavall, alvo principal da família.