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Caso em 1988

Júri da 'Chacina de Juara' entra na fase final após depoimentos e interrogatórios

Quatro testemunhas e os sete réus já foram ouvidos. Após a manifestação da acusação, as defesas apresentam argumentos aos jurados.

Polícia | 03 de Junho de 2026 as 08h 30min
Fonte: Redação PP

Foto: Reprodução

Quatro testemunhas e os sete réus já foram ouvidos no julgamento da chamada “Chacina de Juara”, que acontece nesta segunda-feira (2), no Tribunal do Júri da Comarca de Sinop (MT). Após os depoimentos das testemunhas e interrogatórios dos réus, a acusação já apresentou os argumentos aos jurados. Agora, é a vez das defesas apresentarem suas versões dos fatos.

Estão sendo julgados Hildo Deodato Siqueira, Hilton Giocondo Saporski, Adão Rodrigues, Jonas Dante, Agapito Generoso Batista, Sergio Gaspar Branco e Donizete Aparecido Silva. Este último responde ao processo à revelia, condição aplicada quando o acusado, mesmo intimado oficialmente, não comparece ou não apresenta defesa dentro do prazo legal.

O caso aconteceu em janeiro de 1988 e é considerado um dos episódios criminais mais emblemáticos da história de Mato Grosso. Segundo os autos, Ademir Marques Ramos, Luiz Carlos Andrade dos Santos e João Batista da Silva foram retirados da cadeia pública de Porto dos Gaúchos (MT) após serem presos sob suspeita de envolvimento em um latrocínio registrado dias antes na região.De acordo com as investigações, os três homens foram levados por um grupo de pessoas, submetidos a tortura e mortos em praça pública. Conforme consta no processo, as vítimas teriam sido assassinadas com o uso de facões, foices, marretas, machados e pedaços de madeira. Os corpos chegaram a ser expostos em local público, fato que causou grande repercussão no estado.

Em razão da comoção gerada pelo caso, o processo foi transferido para a Comarca de Sinop, medida adotada para garantir maior imparcialidade e segurança durante o julgamento.

Quase 40 anos depois

Quase quatro décadas após os fatos, a realização do júri reacende debates sobre justiça, violência coletiva e memória histórica em Mato Grosso. Após a conclusão dos debates entre acusação e defesa, os jurados deverão se reunir em sala secreta para responder aos quesitos e definir o destino dos acusados.

A sessão é conduzida pela juíza presidente do Tribunal do Júri, Dra. Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, e conta com a atuação do promotor de Justiça Dr. Herbert Dias Ferreira na acusação.

A expectativa é de que a sessão se estenda até as 22h. Caso os trabalhos não sejam concluídos dentro do horário previsto, o julgamento poderá ser suspenso e retomado nesta terça-feira (3).


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