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Bom dia, Segunda Feira 07 de Setembro de 2026

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Manutenção da prisão

Estudante de direito presa por golpes financeiros é solta por falta de vagas em presídio de MT

Inicialmente, a defesa da investigada apresentou um habeas corpus, alegando que não haviam fatos novos que justificassem a prisão preventiva da estudante

Polícia | 02 de Setembro de 2026 as 16h 36min
Fonte: g1-MT

asal aplicava golpes enviando links fraudulentos, segundo a Polícia Civil Foto: Reprodução

A estudante de direito Lilia Grazielly Correia da Silva, investigada por se passar por funcionária de um banco para aplicar golpes financeiros, cumprirá prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, em Tangará da Serra (MT). A decisão foi tomada pela Justiça diante da falta de vaga no sistema prisional feminino.

Inicialmente, os advogados da investigada entraram com um habeas corpus, alegando que não havia fatos novos que justificassem a manutenção da prisão preventiva. A defesa também afirmou que Lilia estava sendo mantida presa em condições que seriam incompatíveis com a dignidade humana.

Durante a análise do pedido, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva, mas determinou que ela fosse cumprida integralmente em regime domiciliar.

Além do monitoramento eletrônico, a decisão estabeleceu outras medidas cautelares, como a proibição de contato com partes e testemunhas do processo, o comparecimento aos atos processuais e a fiscalização periódica.

Relembre o caso

Grazielly, e o namorado, que não teve a identidade revelada, foram presos em flagrante ao se passarem por representantes de bancos para aplicarem golpes, em Tangará da Serra, em dezembro de 2025.

Inicialmente, a Polícia Civil foi à casa do casal para cumprir mandados de busca e apreensão. No local, foram recolhidos seis celulares, um notebook, mais de nove chips de telefonia e uma quantia em dinheiro.

Segundo a polícia, ao analisar o conteúdo dos aparelhos apreendidos, os investigadores encontraram provas de que o casal praticava golpes se passando por funcionários.

As mensagens indicavam que eles enganavam as vítimas para obter acesso às contas bancárias, além de enviarem links falsos, nos quais se apresentavam como agentes de um programa de recompensas em pontos.

Ainda conforme a polícia, as últimas mensagens enviadas pelos suspeitos ocorreram poucas horas antes da chegada da equipe ao local.

Diante das evidências encontradas, os dois foram presos em flagrante pelo crime de estelionato qualificado.