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Polícia

Escolas são ameaçadas de massacre em Mato Grosso

Apesar de estimar que a ameaça seja apenas uma forma de expressão, uma coordenadora afirma que não se pode descartar nenhuma possibilidade

Ameaça | 12 de Abril de 2022 as 08h 36min
Fonte: Gazeta Digital

Foto: Chico Ferreira/Gazeta Digital (GD)

Clima de tensão toma conta de estudantes, professores e trabalhadores de duas escolas estaduais de Cuiabá, após mensagens anunciando massacres nas unidades terem sido escritas na porta e divisória dos banheiros. No caso da Escola Estadual Paciana Torres de Santana, no Residencial Coxipó, o dia para a ameaça se cumprir seria nesta segunda-feira (11), por isso policiais militares ficaram o dia todo na unidade.

Já na Escola Estadual Zélia Costa de Almeida, no Jardim Presidente 2, o massacre está previsto para esta terça-feira (12) e novamente militares farão a segurança de alunos e funcionários. Comissão da Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB) lembra que situação pode gerar responsabilização criminal e pena para os pais do aluno autor.

O diretor da escola Paciana Torres, Emilson Pereira de Freitas, conta que a frase massacre, morte. Cuidado, a morte está perto. 11/04, foi notada por uma aluna do 8º ano, na terça-feira (5) da semana passada. Imediatamente a estudante avisou a direção. No mesmo dia registrei um boletim de ocorrência na Polícia Civil e entrei em contato com o Batalhão da PM que atende a região. Também comuniquei o Conselho Tutelar e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

Dois dias após, a informação sobre o possível massacre ganhou repercussão na mídia e, desde então, pais de alunos passaram a ligar na escola pedindo esclarecimentos, informando que os filhos não iriam à aula e exigindo que a direção tomasse uma providência para evitar que o pior acontecesse. "Informamos que todas as medidas necessárias já haviam sido adotadas. Entendemos a preocupação deles, pois a qualquer sinal de risco à vida temos que tomar cuidado".

Na manhã de ontem, 3 viaturas da PM estavam. Já na parte da tarde, apenas uma viatura permaneceu no local. Segundo Freitas, dos cerca de mil alunos que a escola possui mais de 50% não compareceram às aulas por medo. O clima é de tensão. Professores e demais servidores, todos estão com medo.

Apesar de haver câmeras por toda a escola, o diretor frisou que não há suspeita de quem seja a autora ou autor da frase, já que não há monitoramento nos banheiros. Muitas alunas entram e saem do banheiro. E não sabemos o horário exato que foi feita essa pichação. Não temos como apontar um suspeito. Mas continuaremos observando e tomando todo o cuidado possível para resguardar a vida de todos.

Emilson acredita que se de fato algum aluno tinha a intenção de cometer qualquer tipo de crime, desistiu ou foi inibido pela polícia.

A menos de dois quilômetros de distância, na escola estadual Zélia Costa de Almeida, em uma divisória do banheiro masculino foi escrita a frase: "massaclê dia 12" ao lado do desenho de uma arma. Para a coordenadora da unidade, Lucinda Martins, o que vem acontecendo nas unidades educacionais de Mato Grosso é apologia ao que ganhou repercussão em escolas de outros estados brasileiros e até de outros países. Já possuímos uma suspeita, de pelo menos a qual grupo possa ser o aluno responsável pela frase. Porém, não podemos afirmar nada. Só nos resta manter a atenção e cuidado.

Viaturas da PM estarão hoje, durante todo o dia, na escola. Seduc, Conselho Tutelar e a PJC também foram informadas sobre a situação. A verdade é que estamos saindo de uma pandemia clínica e entrando em um pandemia psíquica. Nossas crianças ficaram dois anos livres, ocupando a mente com muita coisa da rua, da internet. Perderam a noção de compromisso, de dever.

Apesar de estimar que a ameaça seja apenas uma forma de expressão, a coordenadora afirma que não se pode descartar nenhuma possibilidade.