Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Boa tarde, Sexta Feira 10 de Abril de 2026

Menu

Pontos estratégicos

DJ de MT é alvo da polícia por montar esquema de drogas sintéticas em festas eletrônicas

Durante a operação, duas das seis pessoas investigadas já estavam presas por outros crimes e tiveram novos mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça

Polícia | 06 de Março de 2026 as 13h 35min
Fonte: Unica News

Foto: Divulgação

O DJ Tiago Moreira da Cunha Junior que organizava eventos de música eletrônica é apontado pela polícia como responsável por criar um ambiente propício para a comercialização de drogas como MDMA (ecstasy), LSD, derivados de cannabis e cocaína. Ele é alvo da Operação Last Loop, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta sexta-feira (6), com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de vender drogas sintéticas em festas de música eletrônica e negociar armas de fogo no estado.

A ação foi realizada nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta, onde foram cumpridas 12 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. Segundo a Polícia Civil, as festas eram utilizadas como ponto estratégico para a distribuição das drogas.

Durante a operação, duas das seis pessoas investigadas já estavam presas por outros crimes e tiveram novos mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça. A ação também resultou em prisões em flagrante, além da apreensão de drogas e armas de fogo.

Investigação

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e apontaram que o grupo escolhia deliberadamente o ambiente das festas eletrônicas para atuar, aproveitando a grande circulação de pessoas e a dificuldade de fiscalização nesses eventos.

De acordo com a polícia, a organização criminosa possuía estrutura definida e atuava de forma contínua, mantendo regularidade na venda de drogas.

Para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com a atividade ilegal, os investigados utilizavam pagamentos via Pix em contas de empresas e de terceiros, conhecidos como “laranjas”. A estratégia, segundo os investigadores, tinha como objetivo ocultar a origem dos recursos e dificultar o trabalho de fiscalização.

O método evidencia o nível de organização da quadrilha, que agia de forma estruturada e contínua”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Eduardo Ribeiro.

Além do tráfico de drogas, as apurações revelaram que o grupo também atuava na negociação ilegal de armas de fogo, ampliando a gravidade dos crimes investigados.

O nome Last Loop faz referência a um termo utilizado por DJs para indicar a última repetição de uma faixa musical antes do encerramento da apresentação, numa alusão ao encerramento das atividades do grupo criminoso.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026 e faz parte da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.