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Boa noite, Sábado 17 de Outubro de 2026

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Confusão em Sorriso

Delegado troca tiros com policial e é atingido nos dedos

Policial disse que Bruno França chegou armado em sua casa em Sorriso e fez ameaças de morte

Polícia | 14 de Maio de 2026 as 11h 21min
Fonte: Mídia News

Foto: Divulgação

O delegado da Polícia Civil Bruno França foi baleado na noite de quarta-feira (13) durante uma troca de tiros registrada em uma residência no bairro Recanto dos Pássaros, em Sorriso.

Segundo informações da Polícia Militar, um desentendimento entre o delegado e outro agente da Polícia Civil teria gerado o confronto. O nome do policial não foi revelado.

Aos militares, o policial declarou que o delegado teria ido até sua residência armado e passado a fazer ameaças de morte. Para se defender, ele afirmou ter atirado contra Bruno. Durante a confusão, o delegado foi atingido por um disparo na região da mão, que feriu dois dedos.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o veículo do delegado após a ocorrência. Nas imagens, é possível ver que o carro de Bruno foi alvejado por diversos disparos.

Mesmo ferido, o delegado dirigiu até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber atendimento médico e depois foi trasnferido para um hospital particular. O atual estado de saúde dele não foi divulgado.

No local os militares apreenderam armas e munições. A Polícia Civil ainda não se pronunciou sobre o ocorrido, mas, segundo informações, já apura o caso.

Condenação

O atentado contra o delegado ocorreu poucas horas após a Justiça de Mato Grosso condenar Bruno França a dois anos e um mês de detenção, em regime semiaberto, por abuso de autoridade durante uma abordagem realizada na residência da empresária Fabíola Cássia Garcia Nunes, no condomínio Florais dos Lagos, em Cuiabá.

Na sentença, assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o magistrado absolveu o delegado da acusação de invasão ilegal de domicílio e concluiu que não cabia a decretação da perda do cargo público no caso.

No entanto, o juiz entendeu que houve abuso de autoridade, uma vez que o delegado teria submetido a vítima a uma situação “vexatória e constrangedora”, utilizando grave ameaça durante a abordagem.


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