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Bom dia, Terça Feira 13 de Outubro de 2026

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Mortos em confronto

Comandante da PM: Bandidos saíram de Sinop para 'caçar' rivais em Cáceres

Tenente-coronel Adão César afirmou que bando agia sob ordens de facção criminosa e exibia armas em carro antes de ser interceptado

Polícia | 24 de Fevereiro de 2026 as 16h 54min
Fonte: Repórter MT

Foto: Reprodução

Os quatro jovens mortos em confronto com a Polícia Militar na madrugada de hoje (24), em Cáceres (a 225 km de Cuiabá), em Mato Grosso, eram membros de uma facção criminosa em Sinop e viajaram quase 750 km com a missão de executar rivais na região de fronteira. A informação foi revelada pelo comandante regional da PM, tenente-coronel Adão César, em entrevista à imprensa local.

Segundo o comandante, o setor de inteligência já monitorava o deslocamento do grupo.

“Nós tínhamos a informação de que alguns elementos teriam vindo da cidade de Sinop e passamos a monitorá-los. Eles estariam entrando na cidade de Cáceres em busca de elementos de outras facções, na qual cometeriam homicídios”, afirmou o oficial.

O coronel também reforçou "tolerância zero" contra o avanço das organizações criminosas no estado e garantiu que o policiamento será implacável.

“Esse tipo de ação nós não toleraremos. A tolerância zero é aplicada contra as facções criminosas com a força e o punho de ferro da justiça do Estado de Mato Grosso”, disparou.

Caso

Como noticiado, o confronto ocorreu no bairro Jardim Celeste, após denúncias de que um Gol branco circulava com o cano de uma arma longa para fora da janela. Ao serem abordados, os ocupantes ignoraram as ordens de rendição e apontaram o armamento contra as equipes da PM, que revidaram.

Entre os mortos foram identificados Amilton Oliveira de Sena Júnior, de 23 anos, e dois adolescentes de 16 e 17 anos. Um quarto bandido permanece sem identificação. No veículo, a polícia apreendeu um arsenal composto por uma carabina calibre .44, um revólver .38 e uma pistola Taurus .380.

Sobre a exibição das armas em via pública, o comandante Adão César ponderou que pode ter sido um erro estratégico dos criminosos.

“Não se sabe se foi um ato de exibicionismo ou apenas uma falta de experiência em manusear o armamento, uma vez que dois deles eram menores de idade”, concluiu.