Continua foragida
Alta periculosidade: como chefe de facção fugiu de presídio e comandava esquema com a família em MT
"Angeliquinha” está foragida desde agosto de 2025, após fugir da penitenciária feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
Polícia | 06 de Março de 2026 as 07h 41min
Fonte: Redação G1-MT

Conhecida pelo apelido de "Angeliquinha”, Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, é apontada pela Polícia Civil como uma das chefes de organização criminosa Comando Vermelho, nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes, na região norte de Mato Grosso.
Em março de 2025, Angélica foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de quatro trabalhadores no município de Nova Monte Verde, a 920 km de Cuiabá. Os crimes ocorreram em 2022.
Na decisão, o Conselho de Sentença reconheceu que os homicídios foram cometidos por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, circunstâncias que agravaram a pena.
Angélica cumpria pena no presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. No entanto, na madrugada de 17 de agosto de 2025, ela fugiu da unidade prisional acompanhada de outra detenta, Jéssica Leal da Silva, de 36 anos.
Desde a fuga, Angélica é considerada foragida da Justiça e classificada pelas autoridades como de alta periculosidade.
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Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, e Jessica Leal da Silva, de 36 anos — Foto: Sejus-MT
Fora do presídio, segundo a polícia, ela continuou à frente da organização criminosa junto com a filha, o genro e o pai dela.
Nesta quinta-feira (5), a família foi presa durante a Operação Showdown, que apura a atuação de um esquema envolvendo tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar. Segundo a polícia, os três atuavam como operadores financeiros do grupo.
À frente do esquema, Angélica foi o único alvo não localizado pela polícia durante a ação. Junto com a família, ela movimentou mais de R$ 20 milhões, em menos de dois anos, relacionados às atividades do tráfico e que os valores são incompatíveis com a renda declarada.
Organização
Nas redes sociais, a filha de Angélica, Kauany Beatriz de Sá, se apresenta como influenciadora, proprietária de uma loja de roupas e de um estúdio de sobrancelhas, além de divulgar jogos de azar on-line. O marido, Guilherme Laureth, ostentava viagens e bens de alto valor nas redes sociais, sempre em fotos publicadas ao lado da família.
A investigação apontou que esses negócios funcionavam como mecanismos de fachada e, posteriormente, eram apresentados como fontes de ganhos legítimos.
Já o pai da chefe da facção, Paulo Felizardo de Sá, era o responsável por gerenciar um garimpo irregular na região de Alta Floresta, além de um bar e um prostíbulo nas proximidades de Nova Bandeirantes, segundo a polícia.
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