Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Boa tarde, Terça Feira 28 de Junho de 2022

Menu

Notícias dos Poderes

Racismo do Nortão em rede nacional

| 18 de Março de 2022 as 16h 31min

A repórter Nataly Simões, do Portal Terra, escolheu o Mato Grosso para falar de racismo e discriminação. Faz sentido. O Estado foi o líder em casos de crimes de injúria racial em 2019 e o 4º no ranking em 2020 (Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública). A “enxadada” da jornalista foi nas cidades do agronegócio. Começou por Nova Mutum, dedicou a maior parte do texto para Sorriso, mas não deixou Sinop de fora. Aqui, o foco foi nossos “homens brancos” da política.

De Sinop, nenhuma linha sobre a miscigenação cultural, sobre as oportunidades de trabalho e educação ou a organização urbana. Nataly foi só no calo. Há quem acredite que jornalismo é falar sobre a manchinha podre da fruta e não sobre seu valor nutricional. Então vamos à parte podre.

O que a jornalista do Terra mirou em Sinop foram as posturas (uma de cada), do prefeito e do presidente da Câmara da cidade. Sobre Roberto Dorner, Nataly escreveu para o Terra que o gestor sancionou uma lei que proíbe materiais sobre “ideologia de gênero”, em locais públicos, privados de acesso público e entidades de ensino. “Entre as proibições, está ‘qualquer conteúdo com informações sobre a prática da orientação ou opção sexual, da ideologia de gênero, de direitos sexuais e reprodutivos, e também da sexualidade polimórfica, desconstrução da família e casamento tradicional’.”, relata a reportagem.

Para compor na sua descrição de um cenário repleto de discriminação, a jornalista rememorou o comportamento do presidente da Câmara, Élbio Volkweis, no Dia da Consciência Negra, em 2021. O vereador teria rejeitado o convite para participar do evento em alusão a data, mas no fim acabou comparecendo. A reportagem reproduz o discurso de Élbio naquele caso: “Acho que ninguém pode se vitimalizar [sic] pela cor da sua pele. A cor da pele não dá dignidade a ninguém. Não vamos usar a cor da pele e se aproveitar disso. Isso é racismo”.

Nataly lembrou que no evento da Consciência Negra, cerca de 20 pessoas estiveram presentes, a maioria ligadas ao movimento negro; e que “poucas semanas antes, praticamente todos os vereadores haviam ido à inauguração de um shopping. Mas, ao ato da Consciência Negra, ninguém compareceu”.

Para acompanhar essa leitura do Terra sobre o Norte do Mato Grosso, basta clicar aqui.