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Polícia leva o advogado preso para o escritório errado

Notícias dos Poderes | 12 de Março de 2024 as 15h 44min

Uma “gafe” durante a Operação Gravatas acabou expondo a inteligência da ação policial. A operação, deflagrada na manhã desta terça-feira (12), investiga a participação de advogados e de um Policial Militar em uma facção criminosa – operando como “braço jurídico” do grupo.

Apesar das mais de mil páginas do relatório de investigação policial, faltou pelo menos uma linha com o endereço. Um dos 4 advogados alvo da operação foi detido na sua casa, em um condomínio fechado da cidade. Com o suspeito na viatura, os policiais rumaram para seu escritório, a fim de colher mais provas. Mas foram no escritório errado.

Ao invés do escritório do advogado detido, a polícia parou em frente de outro, esperando o local abrir para fazer a tal busca. A confusão é teratológica. Ao advogado preso tinha um nome parecido – mas não igual – ao de outro advogado, que atua no escritório onde a polícia foi fazer a busca. Nem mesmo a presença de dois advogados representando a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), evitou o erro de logradouro. E o advogado preso? Bom, esse não disse para polícia que aquele não era seu escritório. “Resguardei o Direito de permanecer em silêncio”, disse o doutor.

A presença da polícia em frente ao escritório que não era o do preso foi suficiente para que imagens fossem colhidas pela imprensa. Pelo menos um site de notícias divulgou uma foto ilustrando a Operação policial com a imagem do renomado escritório ao fundo – gerando uma confusão, já que o nome dos advogados presos não foi noticiado. O site acabou removendo o material.

Assim que percebeu a confusão, o delegado no comando recolheu a guarnição e pediu a colaboração da imprensa para não utilizar aquelas imagens. Restou a fofoca.

A Operação Gravatas foi deflagrada pela Delegacia da Polícia Civil de Tapurah, cumprindo 16 ordens de prisões preventivas e buscas em Sinop e Cuiabá, contra quatro advogados, um policial militar e três líderes de uma facção criminosa que estão custodiados no sistema prisional. A ação teve o apoio do GCCO (Gerência de Combate ao Crime Organizado) e regionais da Polícia Civil de Nova Mutum e Sinop.

A investigação sustenta que os líderes da facção criminosa se associaram de forma estruturalmente ordenada aos quatro advogados, com uma clara divisão de tarefas a fim de obterem vantagem de natureza financeira e jurídica, com a prática de crimes como o tráfico de drogas, associação ao tráfico, tortura e lavagem de capitais.

O delegado responsável pela investigação é Guilherme Pompeo.