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Violência

Vigia de hospital relata agressão e ameaças por ex-vereador de Peixoto de Azevedo

Ele é acusado de forçar a entrada no hospital

Geral | 14 de Dezembro de 2023 as 21h 33min
Fonte: Redação

Foto: Divulgação

O ex vereador de Peixoto de Azevedo, Nilmar Nunes de Miranda, conhecido como Paulistinha é acusado de agredir uma vigia do Hospital Regional de Peixoto de Azevedo no último dia 08 de dezembro.

Em um relato à polícia, a comunicante diz que, em 08 de dezembro de 2023, por volta das 10:00, Paulistinha chegou ao hospital acompanhado da imprensa, buscando acesso às dependências.

A vigia, cumprindo suas orientações de permitir apenas a entrada de ambulâncias com pacientes e médicos em atendimento, informou a Paulistinha que não poderia autorizar sua entrada naquele momento. No entanto, o acusado, também acompanhado pela imprensa, tentou forçar a entrada empurrando a vigia contra a parede.

O ex vereador, de acordo com o relato, teria instigado o cinegrafista a expor a vigia, dizendo "Mostra a cara dela, para a população ver como está sendo tratada". Diante da agressão física e das ameaças, a vigia chamou a Polícia Militar.

No dia seguinte, em 09 de dezembro de 2023, Paulistinha retornou ao hospital com duas pessoas, novamente buscando filmar a vigia. Nesse segundo episódio, ele teria proferido ameaças, dizendo "Seu reinado aqui não está com os dias contados". A vigia, por sua vez, respondeu afirmando que Paulistinha também não era mais vereador e que seu reinado também estava com os dias contados.

Diante da persistência e ameaças, a vigia decidiu trancar o portão, o que levou o suspeito a filmar a ação e a acusá-la de manter o portão cadeado. A comunicante alegou que o portão estava trancado por causa da invasão no dia anterior.

 

Caso na justiça

A vítima quis representar criminalmente contra o acusado e o caso foi para a justiça.

No dia de hoje (14) o Juiz de direito em Substituição Legal, Luiz Antônio Muniz Rocha, determinou que se cumpra com urgência as medidas que visão garantir a segurança e o bem-estar da vítima.

As medidas são:

I) Proibição do agressor de frequentar a residência e o local de trabalho da vítima;

II) Proibição do agressor de manter contato com a ofendida por qualquer meio de comunicação, incluindo mensagens de celular, redes sociais e outros meios eletrônicos;

III) Proibição de se aproximar da ofendida, com um limite de 200 metros de distância.

As medidas têm como objetivo resguardar a integridade física e emocional da vítima, impedindo qualquer forma de contato ou aproximação indesejada por parte do agressor.

As medidas protetivas terão validade pelo prazo de seis meses, após esse período, as medidas serão automaticamente revogadas. Entretanto, caso a vítima manifeste interesse em mantê-las, será necessário comparecer à Secretaria do Fórum com pelo menos um mês de antecedência em relação ao término do prazo.