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Medidas preventivas

Veja o que diz a PF sobre a saúde de Bolsonaro

Segundo o relatório, o ex-presidente apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco de novos episódios de queda, o que demanda investigação diagnóstica especializada.

Geral | 06 de Fevereiro de 2026 as 14h 48min
Fonte: Redação

A Polícia Federal divulgou nesta sexta-feira (6) o resultado da perícia médica realizada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente detido na Penitenciária da Papuda, em Brasília. O laudo conclui que o estado de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento e medidas preventivas, mas não justifica, neste momento, a concessão de prisão domiciliar nem a transferência para internação hospitalar.

Segundo o relatório, o ex-presidente apresenta sinais e sintomas neurológicos que aumentam o risco de novos episódios de queda, o que demanda investigação diagnóstica especializada. Até que essa avaliação seja realizada, os médicos da PF recomendaram uma série de medidas paliativas e provisórias para reduzir riscos e garantir a segurança do detento.

Entre as recomendações estão a instalação de barras de apoio em corredores e nos boxes de banho do alojamento, a ampliação de sistemas de alerta e monitoramento em tempo real, como campainhas de emergência, além de acompanhamento contínuo nas áreas comuns da unidade prisional.

O laudo também sugere avaliação nutricional com prescrição de dieta específica para as comorbidades identificadas, prática regular de atividades físicas aeróbicas e de fortalecimento muscular, respeitando a tolerância clínica, e a continuidade de tratamento fisioterápico, com foco em força e equilíbrio postural.

A perícia foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação da defesa de Bolsonaro, que pleiteia a conversão da pena em prisão domiciliar por razões humanitárias. Moraes ordenou a realização imediata da avaliação por uma junta médica oficial da Polícia Federal, com o objetivo de analisar o quadro clínico do ex-presidente, as condições de cumprimento da pena e a eventual necessidade de transferência para um hospital penitenciário.

O documento servirá de base para a decisão do ministro sobre o pedido apresentado pelos advogados do ex-presidente.

Condições de custódia

Durante a avaliação, Bolsonaro afirmou aos peritos que as condições de custódia na Papudinha são superiores às que enfrentava anteriormente na Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília. Segundo ele, o atual alojamento oferece mais espaço para circulação, apresenta limpeza satisfatória e não causa incômodo em relação a ruídos, apesar das obras em andamento no local.

De acordo com o relatório, o ex-presidente informou não ter outras queixas relevantes além das já registradas pelos médicos.

Antes da transferência para a Papudinha, a defesa havia solicitado ao STF providências para reduzir o barulho constante do sistema de ar-condicionado da cela onde Bolsonaro estava custodiado, conhecida como Sala de Estado-Maior. Os advogados alegavam que os ruídos do equipamento e da ventilação estavam prejudicando o descanso do ex-presidente.