TJ-MT vive crise sob gestão de Zuquim: protesto silencioso expõe racha no tribunal
Crise, crise e mais crise
Geral | 30 de Agosto de 2025 as 10h 16min
Fonte: Da redação

Desde o início de 2025, o desembargador José Zuquim Nogueira ocupa a presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). Seu mandato, marcado por discursos de inovação e valorização da magistratura, enfrenta agora a maior crise institucional: um protesto silencioso que paralisou sessão do Pleno nesta semana.
A gestão de Zuquim começou com anúncios de modernização administrativa e iniciativas reconhecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como investimentos em tecnologia, ações de inclusão e medidas de combate ao nepotismo. Contudo, os avanços foram ofuscados por uma decisão polêmica que gerou forte reação interna.
Na última quinta-feira (28), 26 dos 36 desembargadores em exercício não compareceram à sessão do Pleno do TJ-MT, inviabilizando os trabalhos. O gesto foi interpretado como uma espécie de “greve branca” e expôs a insatisfação dos magistrados com a condução da presidência.
O estopim da crise foi a autorização dada por Zuquim para o pagamento do Adicional por Tempo de Serviço (ATS) a cerca de 2,4 mil servidores, medida com impacto orçamentário estimado em R$ 3 bilhões. A decisão, tomada sem consulta prévia ao colegiado, foi rapidamente suspensa pelo ministro Mauro Campbell Marques, do CNJ.
Segundo relatos, o presidente havia assumido o compromisso de dialogar antes de decisões de grande impacto, mas não cumpriu o combinado, o que acirrou o descontentamento. Sem quórum, Zuquim suspendeu a sessão e comunicou o episódio à Corregedoria Nacional de Justiça, pedindo providências.
Em meio à crise, o Sindicato dos Servidores do TJ-MT (Sinjusmat) saiu em defesa do presidente, destacando sua postura de diálogo e chamando-o de “conciliador, propositivo e resolutivo”. A entidade, no entanto, criticou a “ambição desmedida” de setores que, segundo a nota, buscam priorizar magistrados em detrimento dos servidores.
Um mandato em xeque
O episódio revela o maior desafio da gestão de Zuquim até aqui: superar o desgaste político dentro do próprio tribunal. Se, de um lado, o presidente coleciona avanços institucionais e elogios por projetos inovadores, de outro, enfrenta um racha com os colegas desembargadores que pode comprometer a estabilidade administrativa do TJ-MT.
O desfecho dessa crise dependerá da capacidade de Zuquim de reconstruir pontes e retomar o diálogo interno, sob risco de ver sua gestão marcada não pelos avanços, mas pelas rupturas.
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