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Bom dia, Quarta Feira 27 de Outubro de 2021

Geral

Setor hoteleiro pede prorrogação de prazos em financiamentos

Taxas de lotação caíram 95% na segunda onda da pandemia

Efeito pandemia | 19 de Março de 2021 as 16h 36min
Fonte: Redação

Foto: Divulgação

No início da pandemia, o setor hoteleiro registrou uma redução de 80% nas taxas de ocupação. Hoje, com a segunda onda, essa taxa é de até 95%, ameaçando a viabilidade da atividade.

Os dados foram apresentados pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotelaria (ABIH), Manoel Linhares. Ele explica que todas as reservas financeiras das empresas do setor já se esgotaram e sugere a suspensão das parcelas de várias linhas de financiamento, como o FCO (Fundo do Centro-Oeste), Fungetur (Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste).

“É uma situação de emergência”, diz Bruno Delcaro, vice-presidente da ABIH. “Muitos hotéis e pousadas não têm como pagar essas parcelas”, diz.

O secretário adjunto de Turismo, Jefferson Moreno, informa que a solicitação inicial é uma reunião da Superintendência do Desenvolvimento do Centro Oeste (Sudeco), Conselho Monetário Nacional (CMN), Banco do Brasil e Ministério do Turismo.

O presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso, Luiz Carlos Nigro, ressaltou que o setor está em crise em todo o país e os empresários necessitam da suspensão dos pagamentos até dezembro do próximo ano.

O assunto já foi levado ao conhecimento dos ministérios do Turismo, da Economia e do Desenvolvimento Regional. Em ofício, o senador sugere que sejam convocadas reuniões extraordinárias dos Conselhos Deliberativos da /sudeco, Sudene e Sudam, bem como do Conselho Monetário Nacional para tratar da prorrogação dos prazos de pagamento das parcelas de financiamentos.

Procurado pelo setor, o senador Wellington Fagundes sugeriu a realização de uma sessão plenária do Senado Federal para ouvir o setor e representantes do governo federal. Outra sugestão é reunir as bancadas de deputados e senadores dos estados do Centro-Oeste e pedir uma reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional para definição de uma resolução que permita a prorrogação das parcelas vencidas e vincendas das linhas de financiamento.